Resenha A seleção




A seleção
Kiera Cass
Livro 01
Seguinte, 2012
Sinopse: Para trinta e cinco garotas, A Seleção é a chance de uma vida. É a oportunidade de ser alçada a um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, estar entre as selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás o rapaz que ama, abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer e viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que nunca tinha ousado imaginar.

Demorei muito para ler este livro, fazia tempo que o tinha na estante e sempre por um empecilho ou outro acabava deixando-o de lado, agora que li simplesmente não consigo parar de ler os volumes seguintes.
A trama se passa em Illéa, um país novo, que luta para se organizar e aliar-se a fortes nações, além da monarquia ser a forma de governo, as pessoas são divididas em castas, organizadas de um a oito, nesse sistema as pessoas tem funções pré-determinadas de acordo com as suas castas e sobem de nível por casamento com alguém de casta superior ou através de compra. As regras impostas as pessoas dizem respeito a tudo: casamento, sexo, toque de recolher e afins.
Quando o príncipe Maxon completa a maioridade e deve escolher uma noiva, a futura rainha. Em Illéa, os príncipes casam-se com plebeias por meio de um concurso chamado A Seleção, que consiste basicamente em selecionar 35 garota para conviver com o príncipe e conquistá-lo e enfim, se tornar uma Um. Essas 35 meninas devem lutar pelo direito ao amor do príncipe, a aceitação do povo e da família real, tudo isso é televisionado em uma espécie de reality.
America Singer acha tudo isso uma besteira, para ela Maxon não passa de um almofadinha e ser uma princesa esta longe de ser seu objetivo, como uma Cinco só quer poder viver de sua música e receber a aprovação dos pais para se casar com o jovem Aspen, com quem mantêm um romance as escondidas.
Aspen é um Seis, um trabalhador braçal e que nunca pode recusar trabalho, seja ele qual for, os Seis estão as margens da miséria e ele sabe que America merece mais do que isso e que a Seleção pode ser a única chance dela e sua família ascenderem socialmente.

“Não queria ser a princesa de Illéa. Queria ser a princesa de Aspen.” p.22

Uma série de fatos faz com que America decida inscrever-se e ao fim é selecionada para adentrar os sigilosos muros do castelo, que segredos aquela fortaleza esconderia? Dentro dessa competição por mais que America se negue a realmente competir ela vai perceber bem rápido que tem sempre alguém puxando o tapete de outra candidata e que manter-se afastada de Maxon é mais difícil do que o imaginado.

“Minhas intenções não importavam. As outras garotas não sabiam que eu não queria ganhar. Na visão delas eu era uma ameaça. E dava para notar que me queriam fora.” p. 114

É uma distopia das mais moderadas, tem uma forte ligação com o mundo de conto de fadas, princesas, coroas e afins, talvez isso tenha me impressionado e atraído tanto. A distopia fica a cargo do universo paralelo criado por Kiera para construir Illéa, um país idílico, que preserva características reais de sistemas monárquicos e ao mesmo tempo mescla a fantasia de um enredo onde o mundo já enfrentou quatro grandes guerras mundiais e a maior potência do mundo, EUA, já não existe.
Sobre o romance, eu pelas resenhas que li sobre o livro na blogsfera na tinha meio que formulado meu conceito sobre os personagens, sempre fui team Maxon, Aspen para mim era uma pedra no sapato que atrapalhava o real conto de fadas, mas no decorrer da leitura tive que dar o braço a torcer e reconhecer suas qualidades, ele é um homem apaixonante a sua maneira, honrado e honesto, mas desde o principio estou convicta que ele não é o par ideal de America, entre eles eu sinto mais de atração pelo proibido, aquele “que” de primeiro amor do que realmente aquela ânsia de amor eterno.
Também sou sincera ao afirmar que achei Maxon meio banana nesse primeiro livro, bem mais inseguro do que eu achei que seria. Na minha mente Maxon era um homem charmoso e confiante tanto de seu poder na seleção quanto em sua posição, mas encontrei na história um menino assustado e comandado como marionete pelos pais, eu ainda continuo torcendo por ele, mas espero que amadureça ao longo das tramas seguintes para então fazer jus ao titulo de meu queridinho.
Sobre a seleção e competição das meninas posso simplesmente afirmar que Celeste deveria ter sido eliminada de primeira, mas também admito que como em qualquer reality sua saída precocemente tiraria boa parte da adrenalina da história e provavelmente acabaria com a graça, afinal um burburinho é bom! O interessante de ver é que nenhuma das candidatas parece estar apaixonada por Maxon, algumas sentem atração, mas a maioria esta ali pela possibilidade de ser princesa, isso me deu um pouco de raiva pois nessa linha de raciocínio Maxon seria uma escada, mas também abriu possibilidade para que algumas selecionadas se destacassem pois suas peculiaridades como a doce Marlee.

“Por um lado, acho uma boa ideia. É emocionante. Ele vai se apaixonar na frente de todo mundo. Gosto dessa história de felizes para sempre e tal. Qualquer uma pode ser a próxima rainha. Da esperança. Me faz pensar que eu também posso ser feliz para sempre.” p. 23

Sobre America eu meio que me impressionei com ela, já estava disposta a detestá-la por suas atitudes antes da seleção e com sua forma intempestiva de ser e agir, mas de certa forma ela quebrou esse paradigma ao se mostrar como uma moça corajosa e admirável por suas atitudes impensadas e por sua coragem de dizer o que pensa, de certa forma, sua presença impulsiona as pessoas ao redor a tentarem ser mais do que esperam delas.

“Eu podia ser uma Cinco, mas tinha valor” p. 310

Não posso deixar de comentar sobre o suspense e adrenalina que os rebeldes trazem ao livro, os rebeldes colocam em cheque a segurança de todo o reino, alguns são assassinos frios, outros arruaceiros barulhentos, mas os dois grupos almejam algo em comum e até então desconhecido, então além da curiosidade pelos personagens seguintes e seus comportamentos fica a vontade de descobrir mais dos segredos que Illéa carrega.
Em suma, A Seleção mostrou-se ser uma grata surpresa, daqueles livros que você acha que sabe o que vai ser encontrado, mas que te surpreendem página a página, simplesmente viciante!

10 comentários:

  1. Olá Thalita, tudo bem?

    Essa série é muito bem falada e as resenhas são sempre positivas, tenho muita curiosidade e quem sabe eu leia futuramente, bom saber que é bom....bjs.


    devoradordeletras.blogspot.com.br

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  2. Acho bonitinha essa história toda. Achei fofíssima sua resenha, mas não sei por que eu acho que não vou gostar.
    Engraçado isso... Maaassss você sabe que eu sempre mudo de ideia, rsrsrs.

    Bjksssss

    Lelê

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  3. Eu amo de paixão esse livro, ele é o meu amorzinho, mas até hoje não li "A escolha", pois não quero terminar essa triologia (era para ser uma triologia, né?! hahaha) nunca, hahaha.

    Beijos,
    Leia a resenha de "O filtro dos sonhos"

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  4. Parabéns pela resenha Thaila! Já li A Seleção, A Elite, Contos da Seleção, A Escolha e A Herdeira e curti bastante. No momento estou lendo Felizes para Sempre e também estou gostando. Beijo!

    www.newsnessa.com

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  5. Oie!
    Eu gostei muito dessa primeira parte da série, e desde o começo eu torci para o Maxon. Ele é marcante, e faz de tudo para a America, só ela para relutar tanto kkk
    Bjks!

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  6. Oiee ^^
    Eu fui e sou #TeamAspen desde o início do primeiro livro...hehe' gostei bem mais dele do que do príncipe, mas não posso dizer que não me apaixonei por Maxon também *-* entendo porque a America precisou de quase três livros para escolher entre os dois.
    MilkMilks
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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  7. Oi Thaila! Eu sou apaixonada pelo universo da Seleção, e fico feliz de ver você se aventurando por ele. São livros encantadores e fofos.
    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  8. Oi Thaila!

    Eu adoro esse livro, adoro, adoro!! Ele traz a tona esse sonho de ser princesa que toda a menina um dia já teve. A America é um máximo e já aviso que sou #TeamAspen <3

    Bjs, @dnisin
    www.sejacult.com.br

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  9. Oi Thaila!!!
    Eu era Team Aspen até chegar no segundo livro e me apaixonar por Maxon. <3 Com o decorrer da leitura, vc vai descobrir que os dois são apaixonantes a seu modo e é difícil escolher um. Se foi difícil pra mim, imagine pra America?
    Fiquei muito feliz em saber que vc leu e gostou. Espero que goste dos próximos também. <3
    Beijos
    Coisas de Meninas

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  10. Aiii...A gente vai lendo e se apaixona pelos personagens...dúvida cruel, sofrimento forte junto com a América....bjs

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