Resenha Dois a dois




Dois a dois
Nicholas Sparks
Arqueiro, 2017

Sinopse: Com uma carreira bem-sucedida, uma linda esposa e uma adorável filha de 6 anos, Russell Green tem uma vida de dar inveja. Ele está tão certo de que essa paz reinará para sempre que não percebe quando a situação começa a sair dos trilhos.
Em questão de meses, Russ perde o emprego e a confiança da esposa, que se afasta dele e se vê obrigada a voltar a trabalhar. Precisando lutar para se adaptar a uma nova realidade, ele se desdobra para cuidar da filhinha, London, e começa a reinventar a vida profissional e afetiva – e a se abrir para antigas e novas emoções.
Lançando-se nesse universo desconhecido, Russ embarca com London numa jornada ao mesmo tempo assustadora e gratificante, que testará suas habilidades e seu equilíbrio emocional além do que ele poderia ter imaginado.
Em Dois a dois, Nicholas Sparks conta a história de um homem que precisa se redescobrir e buscar qualidades que nem desconfiava possuir para lutar pelo que é mais importante na vida: aqueles que amamos.
O quanto sua vida pode mudar em um ano?

Russ sempre foi um homem bem sucedido, trabalhando em uma importante firma, tendo a bela esposa e a graciosa filha, completando com a casa ao melhor estilo comercial de margarina, mas quando ele decide abrir sua própria empresa tudo sai dos trilhos, como dinheiro não da em arvore, Vivian, a esposa do lar, teve que retornar ao mercadod e trabalho e os papeis se inverteram.

Enquanto Vivian vai trabalhar é Russ que tem que lidar com a filha London, uma menina extremamente meiga, perceptiva e cheia de tarefas e compromissos, o que faz com que ele se veja numa situação complicada para gerir a agenda da menina e sua própria carreira.  


“Dois a dois, pensei enquanto descia a escada. London e eu, pai e filha, ambos fazendo o melhor que podíamos.” p. 116


Conforme os meses e as situações passam não só Russ mudou, mas Vivian também e eu claro que já antipatizei com ela, realmente ela é uma verdadeira narcisista sem real comprometimento nem com a filha nem com o marido, parece que ela estava com vontade de brincar de casinha.

Eu quando leio um livro em minha mente sempre imagino uma voz diferente para cada personagem e na minha história Russ começa como aquele de voz suave, baixa, amedrontada, ele é feito de capacho minha gente, a relação que ele estabelece com Vivian é tão superficial que não sei como se sustentou por tanto tempo. Conforme ele vai evoluindo como pai, como profissional, como pessoa eu passei a imaginá-lo com outra voz, mais imponente, mais forte, mais decidida.

O Russ do começo do livro e do final não são iguais, acho interessante quanto o personagem passa por esse processo de amadurecimento. É interessante que para melhorarmos como pessoa precisamos de um choque tão profundo como o temível “fundo do poço”.


“Lembre você não é suas emoções [...] você está triste, mas não é uma pessoa triste, e também não vai ficar triste para sempre [...].” p. 251


Saindo do aspecto romântico da trama, o foco de Sparks nesse livro em especial foi explorar a questão paternal. Afinal, o que é ser pai? Qual o papel do pai na vida da criança e qual o papel da criança na vida do pai. Foi emocionante ler e sentir o estreitamento dos laços entre London e Russ, eles por meio de algo ruim tiveram a oportunidade de se conhecerem verdadeiramente.


“Meu amor por London jamais estivera em questão. O que eu agora ompreendia era que também gostava dela, não só como minha filha, mas como a menina que só pouco tempo antes passara a conhecer.” p. 190


Em se tratando de Sparks já espere choro, é natural, ele sempre sabe valer-se da emoção para criar enredos únicos e decisivos para seus personagens e para as emoções de seus leitores. Encontros, desencontros, surpresas, emoções, risos e choros, isso e muito mais são verdadeiros ingredientes para a trama.

Confesso que já estava apaixonada pela capa, mas depois que li o livro e entendi a proposta da capa para a história ela se tornou uma das mais queridinhas da minha estante, como sempre uma composição perfeita.


“Lembra do que eu te falei sobre amizade? É alguém entrar na sua vida e dizer ‘Estou do seu lado’, e depois provar.” p. 421


Sparks teve a sensibilidade de trazer para seu livro um tema atual e problematizá-lo a fundo, sem perder a delicadeza de explorar a relação entre pai e filha. O autor não perde a linha ao trabalhar os demais temas abordados no livro como as novas possibilidades familiares ou de mostrar o pior lado do ser humano, mas não se pode deixar de lado aquela mensagem importante, clichê e verdadeira que mesmo nos momentos mais ruins as coisas podem melhorar. Mais um romance delicia que vai par a lista dos favoritos.

Ela lança, eu quero... vem ai Minha vida não tão perfeita



Sophie Kinsella, saudades amiga, esta com um novo livro pela Editora Record e eu não podia deixar de divulgar, é muito amor! Se eu quero? Pra ontem!!!!!!!!!


Sinopse: "Cat Brenner tem uma vida perfeita: mora num flat em Londres, tem um emprego glamoroso e um perfil supercool no Instagram. Ah, ok... Não é bem assim... Seu flat tem um quarto minúsculo – sem espaço nem para guarda-roupa –, seu trabalho numa agência de publicidade é burocrático e chato, e a vida que compartilha no Instagram não reflete exatamente a realidade. E seu nome verdadeiro nem é Cat, é Katie. Mas um dia seus sonhos se tornarão realidade. Bom, é nisso que ela acredita até que, de repente, sua vida (não tão) perfeita desmorona. Demeter, sua chefe bem-sucedida, a demite. Tudo o que Katie sempre sonhou vai por água abaixo, e ela resolve dar um tempo na casa da família, em Somerset. Em sua cidadezinha natal, ela decide ajudar o pai e a madrasta com a nova empreitada do casal: os dois planejam transformar a fazenda da família em um glamping, uma espécie de camping de luxo e estão muito empolgados com o novo negócio, mas não sabem muito bem por onde começar. E não é justamente lá que o destino coloca Katie e sua ex-chefe cara a cara de novo? Demeter e a família vão passar as férias no glamping, e Katie tem a chance de, enfim, colocar aquela megera no seu devido lugar. Mas será que ela deve mesmo se vingar da mulher que arruinou sua vida? Ou apenas tentar recuperar seu emprego? Demeter – a executiva que tem tudo a seus pés – possui mesmo uma vida perfeita ou, quem sabe, as duas têm mais em comum do que imaginam? Porque, pensando bem, o que há de errado em ter uma vida (não tão) perfeita?"

O livro esta em pré venda, com data de lançamento oficial para 31/05 é mais um livro que vai para a listinha de preciso URGENTEMENTE comprar, afinal livro da Sophie sempre é uma dose de ânimo!

Pré venda:

E eu assisti... A cabana



Demorou, mas finalmente fui ao cinema ver o filme A cabana, produzido pelo estúdio Paris filmes e dirigido por Stuart Hazeldine, o longa adaptado do livro de William P. Young  conta a história de Mack, um homem que vive atormentado pela culpa e raiva após o desaparecimento e morte da filha caçula, Missy de apenas 5 anos. A perda de Missy o devastou e deixou marcas na família toda.

Descrente de Deus e de tudo mais, Mack recebe um convite, uma carta deixada em sua caixa de correio para se encontrar com “Papai”, apelido que sua esposa Nan usa para designar Deus. O local escolhido não poderia ser mais doloroso para Mack quanto a cabana, a cabana em que confirmou-se a morte de Missy.
Atormentado e com sede de vingança Mack parte para o encontro e “dá de cara” com ninguém menos que Deus, Jesus e o Espírito Santo, aqui protagonizados por uma mulher (Octavia Spencer), um carpinteiro (Avraham Aviv Alush) e uma oriental (Sumire Matsubara). Cada um deles tem algo a ensiná-lo sobre fé, perdão e amor.
 
Assim como Mack, em muitas vezes nos distanciamos de Deus por nos consideramos injustiçados e por não entendermos os desígnios do Senhor ou o porquê de nossas provações, criamos dentro de nós um sentimento de traição e mágoa que nos corrompe, traz a Grande Tristeza como o filme trata e em uma linguagem sensível e condensada “A cabana” nos faz o resgate da fé.

Tratando de temas particularmente difíceis e dolorosos, o filme não tem apelo religioso, ele tem um apelo de fé, de entendimento, de busca pela compreensão. De forma bem leve e descontraída, incluindo a desconstrução de Deus, o filme explica o regimento da fé e qual a importância da crença na vida humana.


Cheio de momentos emocionantes e consequentemente de lágrimas, A cabana foi um filme que me despertou emoções, me fez parar e pensar em minhas atitudes, julgamentos e por que não falar também na minha própria briga com Deus e com a fé, todos temos nossos momentos de frustração e dor, mas é importante estar aberto para curar essa dor e não deixar que ela te sugue.


 Claro que nem sempre é fácil encontrar resiliência e entendimento quando estamos em sofrimento, mas como em todo o momento o filme passa a mensagem, você não esta sozinho em sua dor, nem em sua alegria, nem em seus momentos de maior desespero, sempre há um Deus de bondade e amor ao seu lado, sofrendo e se alegrando contigo.

Resenha Ligeiramente Perigosos



Ligeiramente Perigosos
No início era apenas antipatia, mas logo eles foram dominados por uma impetuosa paixão
Os Bedwyns # 6
Mary Balogh
Arqueiro, 2017

Sinopse: Aos 35 anos, Wulfric Bedwyn, o recluso e frio duque de Bewcastle, está ávido por encontrar uma nova amante. Quando chega a Londres, os boatos que correm são os de que ele é tão reservado que nem a maior beldade seria capaz de capturar sua atenção.
Durante o evento social mais badalado da temporada, uma dama desperta seu interesse: a única que não tinha essa intenção. Christine é impulsiva, independente e altiva – uma mulher totalmente inadequada para se tornar a companheira de um duque. Ao mesmo tempo, é linda e muito, muito atraente.
Mas ela rejeita os galanteios de todos os pretendentes, pois ainda sofre para superar as circunstâncias pavorosas da perda do marido. No entanto, quando o lobo solitário do clã Bedwyn jura seduzi-la, alguma coisa estranha e maravilhosa acontece. Enquanto a atração dela pelo sisudo duque começa a se revelar irresistível, Wulfric descobre que, ao contrário do que sempre pensou, pode ser capaz de deixar o coração ditar o rumo de sua vida.
Em Ligeiramente Perigosos, o sexto e último livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh conclui a saga desta encantadora família em uma trama repleta de cenas sensuais, tiradas espirituosas e personagens à frente de seu tempo. Ao unir um homem e uma mulher tão diferentes, ela mostra que o resultado só poderia ser um par perfeito.

Wulfric, finalmente Wulfric... Eu realmente estava ansiosa para ler a trama dele, o senhor de gelo, o rei do monóculo, aquele que ao mesmo tempo protegia e aterrorizava, que impunha, que detinha, o sem coração, o fechadão, aquele que deixou ver uma pontinha de esperança ao abraçar Alleyne. Cara eu queria muito esse livro!

E Mary Balogh não poderia ter escolhido uma personagem feminina mais ideal e menos provisória para ele: Christine Derrick, a bela viúva nada convencional. Christine é totalmente o oposto de Wulfric, enquanto ele é quieto, ela é faladeira, enquanto ele é austero, ela é um bálsamo de divertimento: brincalhona, sorridente, um pouco atrapalhada, tudo que Wulfric não deseja para si, nem para seu ducado. Claro que quando se encontraram aquela velha música “Oi tudo bem? A gente ficou, coração gostou...” nunca fez tanto sentido quanto nessa trama. Wulfric, o magnata ouvindo um não? Apaixonei!

"Ela antipatizava intensamente com o duque de Bewcastle. Mais do que isso, sentia imenso desprezo por ele e por tudo o que ele representava. Também sentia um pouco - muito pouco - de medo dele, embora preferisse ser torturada a admitir aquilo para qualquer outro mortal." p. 73

Christine é uma jovem viúva, mas que pelos costumes da época já seria considerada uma velha e, portanto deveria estar enfrentando com resignação os anos que ainda restariam, amargando a tristeza... não a nossa Christine, ela tem uma vida para si, sem grandes luxos, mas com grandes realizações: aulas para crianças, o convívio feliz com a família, o carinho de todos, apesar de um pouco atrapalhada em alguns momentos, ela é divertida e muito carismática, impossível não torcer um bom tanto por ela.

Christine tem seu passado sofrido, suas próprias amarguras, suas dificuldades e isso só vai ficando claro aos poucos, por isso é impossível não querer descobrir seus segredos! Não é que ela use uma máscara ou algo parecido, mas como uma mulher que sofreu prefere a reserva, e essa reserva também é um estopim para Wulf que de forma nenhuma esta acostumado a lidar com isso.

A trama é muito boa, ver cada amarra de Wulfric, cada muralha que durante tantos anos ele construiu por conta do ducado, das responsabilidades com os irmãos, ir caindo pouco a pouco não apenas por causa de uma mulher, mas por causa do amor por uma mulher foi realmente lindo, emocionante em alguns pontos a meu ver. A austeridade de Wulfric comparada a espiritualidade jovem de Christine foi aquele balanceamento que ambos precisavam.

Os dois começam como cão e gato, prontos pro ataque, duas almas tão diferentes, duas realidades distintas, duas criações diferentes e que aos poucos vão cedendo ao que sentem, o perigo esta justamente ai, em ceder, em cair em tentação, em deixar tudo o que tem como certo e se arriscar em prol de um sentimento.

"A Sra. Derrick espalhava luz, apesar das sombras que ele vira nela de relance. E, por mais que não desejasse, Wulfric ainda estava fascinado por aquela luz." p. 105

Eu realmente não poderia ter imaginado um melhor final para Wulfric nem para a série, em ambas situações Balogh surpreendeu por transformar o “patriarca” da família mais amada de toda Londres em um homem com sentimentos e ao mesmo tempo conseguiu reunir todos em momentos divertidos e familiares, criando aquela boa familiaridade, aquele ar de reunião familiar que a gente ama em série.

Não dá para não se apaixonar por esse livro, Balogh é uma autora que sabe lidar com as palavras e as emoções. Wulf é tido como um lobo, como seu próprio nome já diz, mas agora com a debandada dos irmãos esse lobo esta solitário e precisa compreender que por traz do duque ainda existe um homem, um homem que pode e merece ser feliz, mas que para isso precisa de uma mulher que o desafie e instigue, que o faça renascer e essa mulher é justamente Christine, por sua jovialidade, espiritualidade. Ao mesmo tempo em que narra seu romance, Balogh nos faz amar um pouco mais o duque, nos permite entrar na carapaça dele e finalmente torcer pelo final feliz daquele que acompanhamos desde o inicio com certas reservas, mas saiba que ao final terminaremos suspirando por ele. É o fechamento perfeito da série, simplesmente amei e posso dizer que já estou com saudade dos Bedwyns!

 

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