Resenha Sem clima para o amor




Sem clima para o amor
Título Original: I'm In No Mood For Love
Série: Writer Friends # 2
Rachel Gibson
Jardim dos Livros, 2006

Sinopse: Sem Clima para o Amor é um livro divertido, daqueles que te faz suspirar. A principal personagem, Clare Wingate é assim, uma hora sofre porque o vestido pink não será mais usado, num outro momento pega o namorado em posição constrangedora com outro homem e depois, quando decide dar uma trégua e se dedicar apenas ao trabalho, encontra o amigo de infância, Sebastian Vaughan. Os beijos são inesquecíveis e ela não tem vontade de ir embora.
Clare e Sebastian foram amigos na infância, tiveram sua dose de picuinhas na adolescência e na vida adulta cada um seguiu seu rumo. Ela escritora de romances e ele como jornalista, cobrindo principalmente tragédias e massacres mundo a fora.
Em uma coisa eles divergem: relacionamentos. Enquanto Clare sonha com um relacionamento digno de conto de fadas, com cercas brancas, cães e filhos, Sebastian foge de tudo isso, o fracasso do casamento dos pais deu-lhe um gosto amargo sobre amor.
Clare acha que conseguirá sei felizes para sempre com seu noivo Lonny, mas tudo muda quando ela o pega no closet com o cara da assistência técnica, um verdadeiro balde de água fria em seus planos e ela tem que agüentar essa fossa justo no casamento da melhor amiga!
Misturando álcool e uma dose de destino, os caminhos de Clare e Sebastian se cruzam novamente e talvez agora eles sejam justamente o que o outro precisa.
“Clare conhecia Sebastian desde sempre. algumas coisas não haviam mudado. Como as tentativas de persuadi-la e fazê-la pensar que o dia era noite, dar uma porção de desculpas esfarrapadas e, de quando em quando, fazê-la sentir-se maravilhosa. Como quando lhe disse que os olhos dela eram da cor dos íris que cresciam no jardim de sua mãe. Apesar de não lembrar quantos anos tinha, ela se lembrava que aquele elogio a deixara feliz durante dias.” p. 162
Rachel Gibson tem um que de humor em cada palavra que ela escreve, conotação dupla, ironia e sarcasmo fazem parte de seu jeito peculiar de escrever, ao mesmo tempo em que isso consegue dar leveza e graciosidade a história, não é suficiente para aplacar o quão cansativa a trama se torna por conta de suas múltiplas notas e referencias de marketing. Eu, por exemplo, não consigo ignorar as notas de rodapé, então paro de ler a trama para dedicar atenção a nota, volto a ler e por mais de uma vez perco o foco e a leitura vai arrastando.
Sebastian é o típico homem por quem toda a protagonista pode se apaixonar: bonito, charmoso e altamente galante, mas toda essa pompa e circunstancia faz com que em alguns momentos eu tenha torcido um pouco o nariz para ele, algumas de suas atitudes me incomodaram ao longo da leitura. 
Sebastian também tem uma relação tortuosa com o pai, que vem de um longo tempo e de certa forma ver como ambos vão reconstruindo essa relação me fez vê-lo com outros olhos, não piedosos mas compreensivos!
Clare é uma personagem pela qual muito me identifiquei, por esse jeito romântico de ver a vida e por querer seu final feliz, ela tem uma linguinha afiadinha e é cheia de sarcasmos, coisa que amo... Ela conseguiu me conquistar. A relação dela com a mãe também é algo relevante, uma vez que a mãe, Joyce, não consegue aceitar a carreira de escritora da filha e elas vivem se alfinetando, o bom de tudo isso é perceber que Claire não se abala e segue em frente, com seus sonhos e romances.
Sobre o tempo cronológico da trama, a autora apostou em fazer com que seu começo e meio de trama fossem muito longos, muitas idas e vindas, pouca ação e o final acabou sendo um pouco corrido a meu ver.
Enredo é um clássico das comédias românticas: tem a diversão, a sensualidade comedida e aquele romance de fazer o coração dar uma acelerada, mas pelo conjunto da obra e pela fluidez da leitura digo que para mim foi um romance mediano diante das minhas expectativas.

Não mendigue a atenção de ninguém, e muito menos o amor

Oi gente, estava zapeando no meu facebook quando me deparei com o texto que postarei a seguir, o achei bonito, interessante e muito condizente não só comigo e com as minhas inseguranças, mas também sei que em algum momento todo mundo passa por esse tipo de situação e tem medo de expor o que sente ou pensa. Espero que leiam até o final.

Aproveitem e conheçam o espaço "Texto Sério", pois há muita coisa bacana rolando lá!



Não mendigue o amor de quem não tem tempo para você, de quem só pensa em si mesmo.Nunca faça isso. Quem faz você se sentir invisível e insignificante diante de uma indiferença não te merece. Só te merece quem, com atenção, faz você se sentir importante e presente.

O amor deve ser demonstrado, mas nunca, jamais, deve ser mendigado. O fato de haver necessidade de mendigar amor é o mais fiel reflexo de uma injustiça emocional, de um desequilíbrio do sentimento que sustenta a relação.
Merece seu amor aquele que diz menos, mas faz mais. Não te merece quem só te procura quando precisa, mas sim quem está ao seu lado quando você precisa, e não só quando o interesse pessoal permite. Merece seu amor quem, sem esperar nada, leva esse sentimento dentro de si e faz você sentir que é importante.
No fim é simples, a pessoa que te merece é aquela que, tendo a liberdade de escolher, fica perto de você, dedicando seu tempo e seus pensamento.

Não existe falta de tempo, existe falta de interesse

Dizem que não existe falta de tempo, mas sim falta de interesse porque, quando realmente se quer, a madrugada se transforma em dia, terça-feira se transforma em sábado e um momento se transforma em oportunidade.

Também dizem que quem espera muito, se decepciona e sofre. Assim, temos que checar nossas expectativas e colocar na cabeça o ensinamento: “não espere nada de ninguém, espere tudo de você mesmo”.

Porque as esperanças e as expectativas são, muitas vezes, a base dos fracassos emocionais e, portanto, de percepção das atitudes dos outros como falta de interesse.Quando percebemos o que os outros fazem ou dizem como mentiras, obviamente sentimos dor. Uma dor emocional que a nível cerebral se comporta da mesma forma que uma dor física.


Nesse sentido cabe fazer uma nota importante: devemos dar ao mal-estar psicológico a importância que ele merece. Não nos ocorreria ignorar fortes pontadas no estômago ou uma dor de cabeça forte e constante.

Por que deveríamos ignorar a dor emocional então? Não podemos simplesmente deixar que o tempo cure, temos que trabalhar sobre a dor e extrair dela os ensinamentos cabíveis do mesmo modo que deixaríamos de tomar chocolate quente se descobríssemos que é ele a causa da nossa dor de estômago.
Isso é muito importante porque socialmente há a falsa crença de que o mal-estar psicológico é sinal de fraqueza e que, ao mesmo tempo, o tempo curará as feridas sem necessidade de desinfetá-las, nem de fazer curativos ou cuidados para evitar que sangrem.


Valorize-se, queira bem a si mesmo

Dedique tempo às pessoas que merecem e que fazem você se sentir bem. Não mendigue atenção, amizade, nem amor de ninguém. Quem quiser estar com você demonstrará sua intenção, cedo ou tarde.

Por isso, se você está vivendo uma situação de injustiça emocional angustiante, lembre-se:

– Não procure quem não o procura e não responde aos seus chamados. Não busque quem não sente sua falta. Não sinta a falta de quem não te busca. Não escreva a quem não te escreve, não se submeta ao castigo da indiferença que fica clara diante de mensagens ignoradas ou silêncios infundados.

– Não espere quem não te espera, valorize-se e deixe de mendigar e de implorar por amor.Porque, como dissemos, o amor deve ser demonstrado e sentido, mas jamais implorado. Guarde seu carinho para quem te quer e te compreende sem qualquer julgamento.

– E, sobretudo, não se esqueça do valor do seu sorriso diante do espelho, ame a si mesmo e valorize-se por tudo o que você é, e não pelo que alguém que não te merece faz você pensar de si mesmo. 
Ame-se e compreenda que o fato de que alguém o trata mal não quer dizer que você não deva fazer o impossível para rodear-se de pessoas que te fazem o bem e te querem bem.

Resenha Corações Raros




Corações Raros
Trilogia McNair
Desejo, Ed. 240
Catherine Mann
Harlequin, 2016

Sinopses: O CORAÇÃO DE UM COWBOY
De ex para a eternidade? Para garantir sua herança, Stone McNair precisa provar que tem coração. Sua missão é achar um lar para os cães da avó… na companhia de Johanna Fletcher, sua ex. Viajar ao lado do homem que partiu seu coração não é um problema. Difícil mesmo é resistir à sedução implacável de Stone. Logo, ambos percebem que uma semana juntos não será o bastante!

O CORAÇÃO DE UMA MULHER
Seduzida pelo cowboy! Nina Lowery não entendia o charme sedutor dos cowboys. Até levar o filho para um rancho e conhecer o dono, Alex McNair. Assumir um compromisso para conseguir parte da propriedade da família não era o que ele planejava, mas Nina e o filho eram a chave para o futuro. Quebrar a promessa que fizera à avó não era uma opção… muito menos partir o coração de Nina.

O CORAÇÃO DE UM HOMEM
Uma noite, um segredo! Amie McNair faria de tudo para agradar a avó, até mesmo viajar com o homem escolhido para cuidar do império da família. Apenas precisava manter-se afastada… e encontrar uma forma de contar para Preston Armstrong que está esperando um filho dele! Preston também tem um segredo. E ficar próximo de Amie faz esse cowboy recluso desejar se abrir. Mesmo que o passado ameace o futuro ao lado dela.

A trilogia corações raros, conta as histórias dos irmãos Amie e Alex e o primo de ambos, Stone. Todos foram criados pela avó Mariah, que agora encontra-se muito doente e a beira da morte, antes de partir a velha matriarca da família tem um teste para cada neto, afim de descobrir qual deles esta mais preparado para liderar as empresas da família.

Na primeira história, O coração de um cowboy, conhecemos Stone e Johanna, um casal que sempre teve forte ligação afetiva e amorosa, mas que no momento estão separados e tem que se suportar para cumprir o desejo de Mariah de levar os cães da senhora para novos e bons lares.

A relação dos dois terminou de forma abrupta e dolorosa, então esse tempo juntos promete cutucar feridas antigas.

Sobre as minhas impressões serei muito breve, principalmente por conta de não ter muitas boas impressões. A história não conseguiu me conquistar ou realmente prender a minha atenção, para mim Stone e Johanna foram muito maçantes e seus problemas particulares não convenceram ou fizeram com que eu criasse empatia. Sinceramente, é um dos casais mais apáticos que já conheci.

Já a segunda história, O coração de uma mulher, teve um poder sobre mim totalmente diferente da primeira trama. Nina teve uma história de vida sofrida, o casamento que não deu certo, o filho autista incompreendido pelo próprio pai e pelos avos paternos, a viuvez cedo... uma bola de neve de problemas. Sua chegada ao rancho dos McNair é mais uma tentativa de gerar bem estar ao filho, o que ela não imaginava era encontrar para si mesma uma fonte de bem estar.

Alex tem uma missão, mas se vê entre a cruz e a espada ao perceber que terá de decepcionar uma das mulheres que ama, essa será sua escolha mais difícil.

Sobre essa história tenho milhões de elogios a rasgar, Alex e Nina não só tem química, como também tem emoção e causam simpatia e empatia, eles conquistam. Alex é o melhor de um protagonista: romântico, sedutor, agradável e é daqueles que faz a gente se sentir cortejada. 

Nina e seu filho Cody também dão show, o amor de Nina como mãe é impressionante, é visceral e instigante. Cody é um dos personagens mais fofos, apesar de falar pouco suas ações dizem mais, além de um menininho lindo, ele promete te conquistar pela sua capacidade. Com ele ri e chorei e me encantei perdidamente pela história.

Já em O coração de um homem, a montanha russa volta a descer. Aime cresceu cercada da beleza dos concursos, imponente e consciente de sua beleza ela tem uma altivez que beira a metidez. (Já viram que não fui muito com a fuça dela, né?). Preston é um homem que me surpreendeu, eu não dava muita coisa por ele e me surpreendi, não me apaixonei por ele, mas consegui ter uma relação mais harmônica.

Como os dois são tão antagônicos vocês estão, assim como eu, se perguntando como eles conseguiram fazer um filho? Não vou contar, pois é spoiler, mas poderia ser bem melhor! Bem melhorrrrrrrrrrrr.

Apesar de meus altos e baixos com as histórias, a mensagem é clara: Vovó Mariah foi esperta, mexeu com os netos igual como se faz com peças de um jogo de tabuleiro... isso tudo para mostrar-lhes que o amor é a única fonte real de riqueza e felicidade. A meu ver, Catherine Mann pecou na elaboração de seus personagens, não importa quão bom um enredo seja, se seus personagens não conquistam todo o esforço cai por terra. Se fosse para dar uma nota, daria no máximo um 5,5. Infelizmente não foi uma leitura conforme eu esperava.

Resenha Mentira perfeita




Mentira perfeita
Spin-off de Procura-se Um Marido
Carina Rissi
Editora Verus, 2016
Sinopse: Com Mentira Perfeita, Carina Rissi prova mais uma vez que o seu forte é contar boas histórias, com ritmo acelerado e repletas de paixão, humor e reviravoltas. Júlia não tem tempo para distrações. Ela é brilhante e sempre se esforça para ser a melhor naquilo que faz; por essa razão, sua vida pessoal acabou ficando de lado. Algo que sempre preocupou sua tia Berenice. Gravemente doente, a mulher teme que Júlia acabe completamente sozinha quando ela se for. Júlia faria qualquer coisa qualquer coisa mesmo! por tia Berê e, em seu desespero para agradar a única mãe que já conheceu, inventa um noivo enquanto torce por um milagre... E então o milagre acontece: Berenice se recupera e, assim que deixa o hospital, gasta todas as suas economias com o casamento dos sonhos para a sobrinha. Como Júlia pode contar a ela que mentiu, com a saúde da tia ainda tão frágil? É quando Júlia conhece Marcus Cassani. Ele é irritantemente cínico, mulherengo e lindo de um jeito que a deixa desconfortável. Marcus também está enfrentando problemas, e um acordo entre eles parece ser a solução. Tudo o que Júlia sabe é que deveria se afastar de Marcus. Mas seu coração tem uma ideia muito diferente... Mentira Perfeita é um spin-off de Procura-se Um Marido, uma história que se passa no mesmo universo da primeira. Aqui você vai conhecer novos personagens inesquecíveis, além de rever aqueles que já moram no seu coração.

Carina Rissi, você sabe escrever! Você realmente sabe conquistar por seus enredos e seus personagens!


“- Eu não estou te pedindo em casamento, só propondo um acordo. Você resolve o seu problema, e eu, o meu. Eu sei que posso ser o tipo de cara que você gosta.” p. 66


Nessa trama conhecemos Júlia, uma jovem programadora de muito talento, mas com pouco romance na vida, tirando o babaca do WI-Fi. Ela teve uma infância difícil e graças à tia Berê conseguiu finalmente ser amada por quem ela era.

Só que tia Berê esta muito doente e precisando urgentemente de um transplante, enquanto a saúde se fragiliza a senhora fica preocupada com o que possa acontecer com a sobrinha-filha caso ela se vá, por isso Júlia e seu inseparável amigo Dênis inventam um romance digno de conto de fadas... agora só falta o noivo aparecer!

Como a sinopse já conta, tia Berê tem uma leve melhora e já começa a planejar o casamento dos sonhos, incluindo Buffett chique e todas as pompas... agora realmente Júlia precisa de um noivo para finalmente poder desfazer esse “compromisso”.

Marcus também tem que recorrer a uma pequena mentira para conseguir sua independência, aos 19 anos ele sofreu um acidente de moto que o deixou paralitico, agora, mais de três anos depois ele quer seu espaço, seu canto e ao mesmo temo poder dar a intimidade que seu irmão Max e a noiva Alicia merecem e precisam. Só que seus superprotetores paus só aceitam que ele more sozinho caso arrume um cuidador e essa ideia em nada o agrada.

Apesar da condição limitadora, Marcus não perdeu o bom humor, ele é brincalhão e até um pouco canalha, não esta a fim de compromisso e muito menos romance, ele ta com 23 anos e não se faz de regado ou coitadinho. Uma esperança surge quando sua lesão pode ser revertida, portanto, todo o esforço para ganhar independência é válido, mesmo recorrendo a meios um pouco ortodoxos.

Quando Marcus e Júlia se cruzam de cara não se dão, mas casualmente são o que o outro necessita para sanar seus problemas e talvez conviver com a diferença seja o mais necessário e prazeroso dos momentos.


“Era difícil acreditar que eu estivesse em risco de me apaixonar por Marcus. Quer dizer, ele não era quem eu havia imaginado. Sua atenção e cuidado com tia Berenice haviam me comovido e a maneira como ele sempre parecia prestar a atenção em cada palavra que eu dizia me fazia sentir... bom... importante. E tinha aquela atração que eu não conseguia explicar.” p. 197


Carina é uma mestra em criar enredos divertidos, nessa comédia romântica todo mundo tem bom humor, seja a divertida tia Berê apaixonada por costelinhas e que hiper vaidosa, ou a já conhecida Alicia que continua extrovertida e faladeira. Até mesmo a ingenuidade de Júlia em alguns momentos é divertida...

Marcus foi um dos personagens mais marcantes para mim em Procura-se um Marido em principio não nego que fiquei muito curiosa por conta da sua limitação física e depois por sua história. Ele é um jovem que teve seu futuro ceifado pelo destino e teve que reaprender a viver, levando em conta suas potencialidades e também a superar suas limitações, Carina foi delicada e dedicada ao escrever Marcus, foi verdadeira e de forma singela colocou em palavras os pensamentos não somente do Marcus cadeirante, mas do Marcus homem, com desejos e anseios, medos e sonhos.

Marcus é um dos meus personagens favoritos, não só por ser gato e tudo, mas é que ele é gente boa e além de divertido é bom de garfo! Meus Deus, se tem algo bom demais pra mim é ter como companhia quem gosta de comer, tipo, se ele realmente existisse coitada da Júlia, ia ter que se virar porque eu também ia pro páreo pra conquistar esse ótimo partido!


“Quem vai a um bar pra comer salada? – reclamou. – quem vai a qualquer lugar pra comer salada” p. 57 (P.S eu também tento entender, Marcus!)


Júlia também é um amorzinho, sua vida foi sofrida minha gente, ouso dizer que ela é a mocinha mais sofrida de Carina e apesar de achá-la muito fechada em alguns momentos eu fui compreendendo-a e me afeiçoando a ela página a página. Sua ingenuidade e simplicidade são um bálsamo ao jeito expansivo de Marcus, é a velha proposta “os opostos se atraem”.

Oriunda de um spin-off de Procura-se um Marido, a trama resgata personagens conhecidos dos leitores de Carina, como o sério Max e a maluquinha Alicia, mas também traz novos e divertidos personagens que só vem a agregar ao romance. Se você não leu a primeira história, tranquilo, pode ler sem medo, entenderá tudinho e ainda terá um belo comichão de conhecer a história de Alicia e Max.

Apesar de ser uma trama leve e com o propósito de encantar e fazer rir, Carina teve muita sensibilidade ao tratar de temas sérios, como preconceito e dificuldades de locomoção em ambientes públicos que as pessoas com alguma limitação enfrentam diariamente e também fala daqueles que gostam e muito de serem folgados e se aproveitarem de situações, além tratar, ainda que brevemente, de assédio sexual.

Entre confusões, trapalhadas e muitos beijos esse casal vai percebendo que para o amor não há uma matemática simples, ele simplesmente nasce, cresce e domina, sem limitações, mas com seus altos e baixos, como qualquer relação. Claro que Carina ainda tem a capacidade de dar um sustinho básico no seu leitor, fiquei boquiaberta e mais uma vez apaixonada!

Enfim, uma história surpreendentemente bela e rica, uma opção agradável para se apaixonar, entreter e emocionar, além de claro se divertir.

"Não é o jeito como seu corpo se move, como você vê, ouve ou sente o mundo que importa, mas a maneira como você vive. E esta é a parte difícil: aprender a viver."

 

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