Resenha Ligeiramente Perigosos



Ligeiramente Perigosos
No início era apenas antipatia, mas logo eles foram dominados por uma impetuosa paixão
Os Bedwyns # 6
Mary Balogh
Arqueiro, 2017

Sinopse: Aos 35 anos, Wulfric Bedwyn, o recluso e frio duque de Bewcastle, está ávido por encontrar uma nova amante. Quando chega a Londres, os boatos que correm são os de que ele é tão reservado que nem a maior beldade seria capaz de capturar sua atenção.
Durante o evento social mais badalado da temporada, uma dama desperta seu interesse: a única que não tinha essa intenção. Christine é impulsiva, independente e altiva – uma mulher totalmente inadequada para se tornar a companheira de um duque. Ao mesmo tempo, é linda e muito, muito atraente.
Mas ela rejeita os galanteios de todos os pretendentes, pois ainda sofre para superar as circunstâncias pavorosas da perda do marido. No entanto, quando o lobo solitário do clã Bedwyn jura seduzi-la, alguma coisa estranha e maravilhosa acontece. Enquanto a atração dela pelo sisudo duque começa a se revelar irresistível, Wulfric descobre que, ao contrário do que sempre pensou, pode ser capaz de deixar o coração ditar o rumo de sua vida.
Em Ligeiramente Perigosos, o sexto e último livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh conclui a saga desta encantadora família em uma trama repleta de cenas sensuais, tiradas espirituosas e personagens à frente de seu tempo. Ao unir um homem e uma mulher tão diferentes, ela mostra que o resultado só poderia ser um par perfeito.

Wulfric, finalmente Wulfric... Eu realmente estava ansiosa para ler a trama dele, o senhor de gelo, o rei do monóculo, aquele que ao mesmo tempo protegia e aterrorizava, que impunha, que detinha, o sem coração, o fechadão, aquele que deixou ver uma pontinha de esperança ao abraçar Alleyne. Cara eu queria muito esse livro!

E Mary Balogh não poderia ter escolhido uma personagem feminina mais ideal e menos provisória para ele: Christine Derrick, a bela viúva nada convencional. Christine é totalmente o oposto de Wulfric, enquanto ele é quieto, ela é faladeira, enquanto ele é austero, ela é um bálsamo de divertimento: brincalhona, sorridente, um pouco atrapalhada, tudo que Wulfric não deseja para si, nem para seu ducado. Claro que quando se encontraram aquela velha música “Oi tudo bem? A gente ficou, coração gostou...” nunca fez tanto sentido quanto nessa trama. Wulfric, o magnata ouvindo um não? Apaixonei!

"Ela antipatizava intensamente com o duque de Bewcastle. Mais do que isso, sentia imenso desprezo por ele e por tudo o que ele representava. Também sentia um pouco - muito pouco - de medo dele, embora preferisse ser torturada a admitir aquilo para qualquer outro mortal." p. 73

Christine é uma jovem viúva, mas que pelos costumes da época já seria considerada uma velha e, portanto deveria estar enfrentando com resignação os anos que ainda restariam, amargando a tristeza... não a nossa Christine, ela tem uma vida para si, sem grandes luxos, mas com grandes realizações: aulas para crianças, o convívio feliz com a família, o carinho de todos, apesar de um pouco atrapalhada em alguns momentos, ela é divertida e muito carismática, impossível não torcer um bom tanto por ela.

Christine tem seu passado sofrido, suas próprias amarguras, suas dificuldades e isso só vai ficando claro aos poucos, por isso é impossível não querer descobrir seus segredos! Não é que ela use uma máscara ou algo parecido, mas como uma mulher que sofreu prefere a reserva, e essa reserva também é um estopim para Wulf que de forma nenhuma esta acostumado a lidar com isso.

A trama é muito boa, ver cada amarra de Wulfric, cada muralha que durante tantos anos ele construiu por conta do ducado, das responsabilidades com os irmãos, ir caindo pouco a pouco não apenas por causa de uma mulher, mas por causa do amor por uma mulher foi realmente lindo, emocionante em alguns pontos a meu ver. A austeridade de Wulfric comparada a espiritualidade jovem de Christine foi aquele balanceamento que ambos precisavam.

Os dois começam como cão e gato, prontos pro ataque, duas almas tão diferentes, duas realidades distintas, duas criações diferentes e que aos poucos vão cedendo ao que sentem, o perigo esta justamente ai, em ceder, em cair em tentação, em deixar tudo o que tem como certo e se arriscar em prol de um sentimento.

"A Sra. Derrick espalhava luz, apesar das sombras que ele vira nela de relance. E, por mais que não desejasse, Wulfric ainda estava fascinado por aquela luz." p. 105

Eu realmente não poderia ter imaginado um melhor final para Wulfric nem para a série, em ambas situações Balogh surpreendeu por transformar o “patriarca” da família mais amada de toda Londres em um homem com sentimentos e ao mesmo tempo conseguiu reunir todos em momentos divertidos e familiares, criando aquela boa familiaridade, aquele ar de reunião familiar que a gente ama em série.

Não dá para não se apaixonar por esse livro, Balogh é uma autora que sabe lidar com as palavras e as emoções. Wulf é tido como um lobo, como seu próprio nome já diz, mas agora com a debandada dos irmãos esse lobo esta solitário e precisa compreender que por traz do duque ainda existe um homem, um homem que pode e merece ser feliz, mas que para isso precisa de uma mulher que o desafie e instigue, que o faça renascer e essa mulher é justamente Christine, por sua jovialidade, espiritualidade. Ao mesmo tempo em que narra seu romance, Balogh nos faz amar um pouco mais o duque, nos permite entrar na carapaça dele e finalmente torcer pelo final feliz daquele que acompanhamos desde o inicio com certas reservas, mas saiba que ao final terminaremos suspirando por ele. É o fechamento perfeito da série, simplesmente amei e posso dizer que já estou com saudade dos Bedwyns!

Novo conceito lança...



 Novidades maravilhosas da Editora Novo Conceito







Taylor Edwards nunca se sentiu importante, muito menos alguém que se destaca.
Além disso, ela tem a estranha mania de fugir quando as coisas ficam meio complicadas. No dia do seu aniversário, Taylor recebe uma terrível notícia: o pai dela está muito doente. Ela até tenta fugir novamente, mas agora sua família precisa de toda ajuda e união possível.
Então eles tomam a seguinte decisão: passar o verão juntos na casa do lago.
Taylor não vai à casa do lago, onde ela e a família passavam o verão, desde que tinha doze anos, e ela definitivamente nunca planejou voltar. No lago Phoenix, ela reencontra sua ex- melhor amiga, Lucy, e Henry Crosby, sua primeira paixão.
De repente, Taylor se vê cercada por lembranças que preferia ter deixado no passado. Apesar do medo e de querer fugir mais do que tudo, a única coisa que resta a ela é ficar com seu pai e enfrentar os dias da melhor maneira possível.
Nesse verão em família, vivendo momentos tristes e felizes ao mesmo tempo, Taylor percebe que ela tem uma segunda chance de refazer laços familiares e até, quem sabe, poder viver um grande amor.
Um verão para recomeçar é um notável romance sobre esperança, amor e superação.
 
Amizade entre garotas pode ser intensa e, no caso de Mia e Lorrie Ann, não há dúvidas de que isso é verdade. À medida que crescem, a vida de Mia e Lorrie Ann é preenchida com praia, diversão e passeios ao shopping. Por outro lado, como toda amizade, há conflitos e dores. Mia e Lorrie Ann convivem há muito tempo e possuem personalidades opostas. Mia é a bad girl , vivendo em uma família problemática. Lorrie Ann é linda e amável, quase angelical, e tem uma família que parece ter sido arrancada de um conto de fadas. Mas, quando uma tragédia acontece, a vida perfeita sai fora de controle...

 
A vida de Heidi com o filho Abbot tornou-se um jogo para manter viva a memória de Henry, bom pai e marido exemplar. Manter uma vida normal em um mundo em que Henry não existe mais está cada dia mais complicado. Heidi precisa lidar com o filho que se tornou um verdadeiro maníaco por limpeza e com a sobrinha Charlotte, uma adolescente problemática.
Uma casa em Provence, na França, que pertence à família de Heidi há gerações, é rica em histórias de amor e surpreendentes coincidências. Heidi e sua irmã mais velha, Elysius, passavam os verões lá quando crianças, com sua mãe. Mas a casa, as lembranças e os segredos de Provence haviam ficado no passado, mas agora, com o incêndio na propriedade, a casa precisa ser salva por Heide. Ou será que é Heide que precisa ser salva pela casa?
Uma história de recomeço, amor e esperança em face à perda, onde uma pequena casa na zona rural do sul da França parece ser a responsável por curar corações partidos há anos.

Coloca na sua agenda que tem evento!




Mais um lançamento imperdível! Thalita Rebouças lança seu novo livro “Confissões de um garoto tímido, nerd e (ligeiramente) apaixonado” e vai ter sessão de autógrafo, por isso galera do Rio de Janeiro se liga, coloca na agenda e compareça em peso para prestigiar essa autora e esse livro maravilhosos!


Mas Thaila, amiga, eu não sou do Rio, e ai?
Tem problema não, tem outro evento maravilhoso rolando por várias regiões do Brasil e regiões metropolitanas! Dia do Orgulho Nerd! E você esta convocado!!!!


Se você curtiu, ta próximo da sua cidade clica no link e confere todos os detalhes da programação e do evento em si e programe-se para se divertir muito!!!!

Resenha Um Amor Inesperado




Um Amor Inesperado
Shannon Stacey
Família Kowalski #7
Rainhas do Romance,  Ed. 124
Harlequin, 2017

Sinopse: Feitos um para o outro?
Liz Kowalski não pretendia se envolver com o melhor amigo de seu irmão, mas também não imaginava que seria tão difícil resistir a Drew! Ele, por sua vez, está cansado de romances passageiros. E por mais que seu encontro com Liz tenha sido maravilhoso, Drew sabe que eles não têm futuro. Tudo muda durante o acampamento anual dos Kowalski. Em meio à família, amigos e muita lama, Drew e Liz tentam lutar com o sentimento que cresce entre eles. Passar um tempo a sós sob as estrelas pode ser exatamente a solução para juntar duas pessoas determinadas a não se apaixonarem...

Liz e Drew tiveram um breve e muito breve caso durante o casamento de Mitch, o casamento em si que era para ser uma festividade familiar tornou-se uma tortura quando ambos se viram solitários e ressentidos com seus ex amores. Enquanto Drew amargava um recente divórcio, Liz conformava-se com o fim de um relacionamento que nunca deu em nada com um homem que nunca valeu nada. Em meio a muita bebida, comemoração e um “que” melancólico duas solidões se encontraram e não podia passar disso, tendo em vista a longa amizade de Drew e Mitch.

Liz esta de volta ao lar para finalmente se encontrar, depois de dez anos empurrando com a barriga um relacionamento fracassado, amargando o rótulo, por ela dado, de irmã e produtiva ela finalmente esta livre para se estabelecer, se permitir e se decidir sobre o que e quando fazer, ela não precisa de amarras. Então porque será que toda vez que ela vê Drew seu coração palpita?

Drew esta cansado de procurar e nunca encontrar, ele sonha com a família comercial de margarina, a loucura dos filhos e afim (posso me candidatar ao posto de esposa e mãe?) brincadeiras a parte, ele quer alguém com quem compartilhar tudo isso e por mais que se fale em relógio biológico de mulheres o de Drew já esta apitando e há tempos...

Mais um livro da família mais amada da literatura! E dessa vez vamos acompanhar a história da irmã do grupo, Liz em outros livros apresentou-se retraída, amargurada e até mesmo um pouco irritante então eu não sabia bem o que esperar de sua história, nem que sentimentos a leitura me despertaria. Conforme fui lendo a  história consegui ver um outro lado de Liz e finalmente compreendê-la enquanto personagem e principalmente como mulher. Na trama, Shannon trabalha de forma surpreendentemente séria a questão do poder feminino, da liberdade de escolhas e de como um relacionamento abusivo se configura e como cessá-lo é importante para a vida da mulher, qualitativamente melhor.

Já Drew é aquele personagem gracinha pelo qual me apaixonei de cara, além de querer competir com Liz pelo posto de amada do cara, Drew é realmente a personificação do homem dos meus sonhos, sendo uma mistura passional, amigável e companheira que fez meu coração se derreter de uma vez só. O romance em si dos dois é bom, mas tem aquela tensão no ar, pois apesar de inegável a atração ambos querem coisas diferentes e equilibrar isso dá trabalho.

Para dar leveza eis que surge a família Kowalski, onde eles estão é certeza que tem risada no ar, barulhentos, meio desorganizados, mas incrivelmente fraternos a família é como a sua: briga um pouquinho, reatam as pazes, todo mundo ri junto e todo mundo se apoia, são radicais em tudo.

Eu assisti 13 Reason Why





Quem conhece e me acompanha no blog e nas redes sociais sabe que eu não sou uma pessoa muito adepta de assistir séries, por conta da falta de paciência e de me envolver realmente com a trama, mas por conta de várias postagens e publicações acerca da série eu confesso que me rendi por ter ficado curiosa para finalmente entender o que levou a tamanha comoção e inquietação e eu precisava falar sobre ela!

13 Reason Why é baseado no bestseller de Jay Asher que  conta a vida, ou melhor, a morte de Hannah Baker, uma jovem adolescente que como outra qualquer vive a bonança e o declínio da vida escolar e de todos os fatos a ela ligados. Hannah cometeu suicido, mas antes de morrer deixou gravadas 13 fitas direcionadas a treze pessoas, seus treze motivos para decidir morrer. Nas fitas não só estão detalhes da relação de cada personagem com Hannah, mas também segredos que Hannah não quis levar para o túmulo.
Quando as fitas chegam as mãos de Clay Jessen, o número 11 da lista, tudo muda. Clay não era apenas um conhecido, mas também um amigo de Hannah e também apaixonado pela menina e ele não descansará até descobrir quem era verdadeiramente Hannah e aqueles que a cercaram.
 
13 Reason Why foi polêmica, muitos amaram e outros tantos odiaram, os temas nela debatidos são importantes e relevantes socialmente, principalmente na conjunção atual das relações humanas que vivemos. Tratando de bullying, depressão, omissão e as dificuldades em pedir e conseguir ajuda a série te faz parar e pensar naquela piadinha que você faz sem intenção de machucar, naquela fofoca que você ajuda a espalhar, ou naquele olhar enviesado que você lança ao seu colega.

13 Reason Why é daquelas séries em que você reza por um final diferente, torce pelo final feliz só pra descobrir que não há, que não havia mecanismos para que de fato isso acontecesse, é um retrato fiel da vida em que nem sempre se tem o “viveram felizes para sempre”, o suicídio de Hannah pode ter sido sua escolha, mas cada pessoa a matou um pouco , na série, capitulo a  capitulo vemos o definhar de uma menina que tinha tudo para ser feliz, mas não conseguia pela sua fragilidade, por não conseguir ser mais forte que todos os que tanto mal lhe fizeram.

Na série acompanhamos uma menina que precisava de amigos, de amor, de alegria, de refúgio, mas encontrou o medo, a dor, a incompreensão, o assédio. 

Clay Jessen foi marcante, ele teve um papel crucial para a série tal como teve na vida de Hannah, em alguns momentos eu queria abraçá-lo, confortá-lo. Acompanhar Clay no caminho de conhecer e desvendar os segredos da Liberty School foi viciante, doloroso e simplesmente arrebatador, não há como ficar imune a ele, seus dramas e sua história. A interpretação foi show!


 Eu gostei muito do jogo passado-presente da trama, os flashbacks, as relações temporais foram bem interessantes para a composição geral do roteiro e as montagens visuais desse recurso foram muito boa! 

Eu simplesmente viciei na série, a caracterização e representação dos personagens foi excelente, em muitos momentos chorei. Chorei por Hannah, por Clay, pelos pais da jovem, pela sociedade ali representada, por uma doença tão destruidora como a depressão que drenou tanto Hannah.  É uma das melhores e mais marcantes séries que já vi, com um elenco show, direção de peso e uma produção de  peso, 13 Reason Why se configura não só como entretimento, mas como uma alerta para tópicos que hoje mais do que nunca são relevantes para a sociedade e merecem ser amplamente discutidos e repensados constantemente... #nãosejaumporque.


O final é aberto, dando gancho para a segunda temporada e já confirmada pela Netflix e sim eu não vejo à hora do lançamento!
 

felicidade em livros 2013 - 2015 * Template by Ipietoon Cute Blog Design Modificado por Fabiana Correa