Resenha Futuro Roubado





Futuro Roubado
Paixão Edição 487
Lynne Graham
Harlequin, 2017
Sinopse: A única conexão que Jemima Barber possui com Julie, sua falecida irmã gêmea, é seu sobrinho. Por isso, quando o pai do menino aparece e ameaça tirá-lo de Jemima, a jovem decide se passar pela irmã e fazer de tudo para permanecer com a criança. Apesar de ela ser muito mais gentil do que Luciano Vitale se lembrava, ele está decidido a fazê-la pagar por ter roubado o seu filho… de uma forma extremamente prazerosa. Porém, Luciano logo descobre que Jemima é muito mais inocente do que poderia imaginar. Agora, ele tem outra proposta em mente: transformá-la em sua esposa.

 Quando Jemima assumiu seu sobrinho como seu filho ela não imaginava a confusão que estava por trás do nascimento da criança: sua falecida irmã gêmea havia aceitado ser barriga de aluguel de um homem rico e poderoso e acabou passando a perna nesse bonitão, então imaginem só um italianão raivoso!

Essa foi à primeira impressão que eu tive de Luciano, ele é autoritário e até mesmo um pouco brusco, obra dos protagonistas de Lynne, diga-se de passagem. Ele quer o filho, ele tem que ter o filho, afinal ele manda, ele pode, ele é ele.

Foi uma confusão de sentimentos essa leitura, me identifiquei com ela por causa do enredo, histórias com crianças e bebês me encantam de cara, me dão aquele sentimento de “quero ler”, mas tive receio por conta da autora. Eu não sou uma fã de Lynne, seus protagonistas sempre são apáticos demais, machistas demais, mas quis dar mesmo assim uma oportunidade para a história e para mim mesma.

Tá.... ele não sabia que ela não era a irmã do mal (aliás que clichê La Usurpadora, não?), mas naturalmente Luciano é intransigente e isso foi me dando uma preguiça, um desanimo.

Claro que passei raiva, Jemima segue o clássico padrão donzela sofredora, tão perdida em suas ações, coagida na fragilidade de sua vida que se tornou uma presa fácil para o jeito explosivo, machista e arrogante de Luciano. Apesar disso tudo, a única redenção que o Luciano tem comigo é o fato de amara desesperadamente esse filho, Nick, e o mesmo acontece com Jemima. Esse amor é o bálsamo que a história precisava e merecia.

Não, não é um daqueles livros que vou reler, mas exatamente por essa ternura de ambos, esse desarme dos personagens por conta do amor por Nick tornaram a trama um pouco aceitável. Volto a dizer, Lynne segue o padrão natural de suas tramas: mocinha apática, virginal, etc. que encontra um homem do qual ela vai “domar” exatamente por essa sua fragilidade, então se você lê livros da autora vai curtir bastante, pois já estará acostumado com o jeito dela enquanto escritora, se não é fã ou ainda não leu nada dela creio que terminará com a mesma instabilidade de sentimentos que eu ao finalizar a  leitura. 

Não terei que esquecer que li esse livro, mas também não me lembrarei com aquele entusiasmo da leitura, fato.

Resenha Volúpia de Veludo





Volúpia de Veludo
As Modistas # 3
Loretta Chase
Arqueiro, 2017
Sinopse: Simon Fairfax, o fatalmente charmoso marquês de Lisburne, acaba de retornar relutantemente a Londres para cumprir uma obrigação familiar.
Ainda assim, ele arranja tempo para seduzir Leonie Noirot, sócia da Maison Noirot. Só que, para a modista, o refinado ateliê vem sempre em primeiro lugar, e ela está mais preocupada com a missão de transformar a deselegante prima do marquês em um lindo cisne do que com assuntos românticos.
Simon, porém, está tão obcecado em conquistá-la que não é capaz de apreciar a inteligência da moça, que tem um talento incrível para inventar curvas – e lucros. Ela resolve então ensinar-lhe uma lição propondo uma aposta que vai mudar a atitude dele de uma vez por todas. Ou será que a maior mudança da temporada acabará acontecendo dentro de Leonie?
Volúpia de veludo, terceiro livro da série As Modistas, é uma história de amor envolvente, com personagens femininas fortes e determinadas que transitam com perfeição entre o romantismo e a sensualidade.


“Chamar o que ele fez com ela de beijo era chamar o oceano de água.” p. 160


No terceiro volume da série “As modistas” mais uma vez somos transportados para um universo mágico da costura criado pelas irmãs Noirot, dessa vez Leonie é que nos brindará com sua história. Eu estava super curiosa, confesso, afinal Leonie sempre foi o cérebro das irmãs, a mais sensata, a mais quieta, a mais comum por assim dizer então que surpresas essa mulher traria para mim enquanto personagem?

Todas!!!!!

A começar pelo protagonista masculino, senhor Simon Fairfax, ou melhor, marquês de Lisburne, o cara sabe ter um charme que me deixou de pneus arriados logo de cara! Charme e desenvoltura magistralmente descritos, diga-se de passagem! Ah Leonie, eu queria ser tu, amiga!!!


“Na vida do homem, o amor é uma coisa à parte. Na vida da mulher, é toda a vida.” p. 215


A trama é permeada por um jogo de vontades, cobiça e morde e assopra que instiga o leitor a rir e querer participar, tem aquele ar de conto de fadas, com um questionamento sobre o empoderamento feminino que me agradou. Para mim tanto a trama quanto os personagens foram agradáveis e bem escritos e descritos.
Eu também gostei particularmente da composição dos personagens secundários, tanto a sarcástica Gladys como o sonhador Lorde Swanton são importantes para a fluidez da trama e dão um toque todo especial para que a trama seja ainda mais divertida.

Que enredo surpreendente! Nele não só encontramos o charme característico da Maison e de toda a magia da alta costura da época, mas também encontramos um romance sensual, cheio de farpas e de tentações! O gostinho de quero mais fica claro com a história de lady Clara que promete fechar a série com maestria.

Resenha Nossa Música




Nossa Música
E se o seu marido fosse o grande amor de outra pessoa?
Dani Atkins
Arqueiro, 2017

Sinopse: Ally e Charlotte poderiam ter sido grandes amigas se David nunca tivesse entrado em suas vidas. Mas ele entrou e, depois de ser o primeiro grande amor (e também a primeira grande desilusão) de Ally, casou-se com Charlotte.
Oito anos depois do último encontro, o que Ally menos deseja é rever o ex e sua bela esposa. Porém, o destino tem planos diferentes e, ao longo de uma noite decisiva, as duas mulheres se reencontram na sala de espera de um hospital, temendo pela vida de seus maridos. Diante de incertezas que achavam ter vencido, elas precisarão repensar antigas decisões e superar o passado para salvar aqueles que amam.
Com a delicadeza tão presente em seus livros, Dani Atkins mais uma vez nos traz uma história de emoções à flor da pele, um drama familiar comovente que não deixará nenhum leitor indiferente.

E o troféu desidratante do ano vai para: “Nossa música”! me chamem de louca, mas eu estava com saudade dos dramas bem escritos e viciantes de Dani, daqueles que fazem virar a noite acordada, que deixam aquela bad pós final (e que final)!

"O passado e o presente não tinham o menor direito de estarem no mesmo lugar. No entanto, estavam."


A sinopse já revela boa parte do enredo, no centro da questão temos quatro personagens cruciais: Ally, Charlotte, David e Joe sendo que os três primeiros compartilham as amarguras de uma amizade e vários corações partidos. Ally não desejava ver nunca mais David, seu primeiro amor e Charlotte, a mulher que ajudou a destroçá-la, mas o senhor destino decidiu essas duas mulheres tão diferentes se encontrariam e finalmente acertariam as contas de uma história que começou 8 anos antes.

Na faculdade Ally e David eram os opostos, o rico e a pobre, o festeiro e a intelectual, o experiente e a inexperiente, uma junção clássica e muito certa, a paixão explosiva e uma dose de ciúme foram cruciais para que a trama se desenrolasse.  Em 24 horas no presente tudo seria acertado, todas as decisões seriam revistas.

"Alguém me disse uma vez que os relacionamentos terminam de duas maneiras: ou pouco a pouco, como a água gradualmente erodindo e desintegrando uma rocha, ou em uma imensa explosão, como um vulcão em erupção.”p. 146


Oscilando entre passado e presente sob o ponto de vista tanto de Ally quanto Charlotte, Dani nos presenteia com uma história cheia de questionamentos, sendo que o que mais me acompanhou foi: até que ponto realmente recomeçamos?

O amor é um dos sentimentos mais loucos que existem, ele pode ser a calma que a gente precisa ou a insensatez que queremos que ele seja e assim como Ally e Charlotte navegam nesse mar de sentimentos creio que todos nós em algum momento também passaremos, ganhando no caminho experiências, feridas e recomeços, mas por mais que nos esforçamos para deixar de lado o passado até que ponto efetivamente conseguimos? Se é justamente no passado que de alguma forma nos moldamos e mudamos, as ações, palavras e segredos que trazemos para o presente são frutos do nosso passado e é interessante como Atkins trabalha tudo isso em sua trama sem perder o fio condutor, sem forçar a barra, sem criar um carnaval desmedido. Mais do que isso, a autora quer nos dar aquele empurrão básico para compreender que nada é por acaso, todas as pessoas que entram em nossas vidas tendem a ser bênçãos e/ou aprendizados e temos que aprender a valorizar cada uma delas.

Um segredo aqui, uma lágrima ali, um suspiro acolá, é difícil não se envolver com a trama e seus personagens, as memórias de duas mulheres com tanto sobre o amor a ser contado, tantas recordações, tanta magia nesse enredo. 

 Tem previsibilidade o enredo? Sim, porque nós leitores já temos a nossa bagagem, já aprendemos a identificar sinais e conhecer o desenrolar das ações baseados nas nossas experiências e no que conhecemos daqueles que passam as páginas nos acompanhando. Em nenhum momento isso é negativo a meu ver, pelo contrário, toda essa previsibilidade não é suficiente para apagar o brilho da trama. Aliás todo o clímax decorre de um final que sabe ser doloroso, surpreendente e emotivo, de uma generosidade surpreende, de uma possibilidade de redenção que comove, Joe como sempre foi desde o começo da trama a tábua de salvação de tudo, de todos.

Se eu chorei? Imagina, desidratei mesmo!!! Em alguns momentos nem consegui ler tamanho o fluxo de minhas lágrimas, é incrível como uma junção de palavras em uma história consegue mexer tanto com as emoções de alguém e Atkins tem esse dom e sendo sincera nada do que eu escreva poderá retratar minimamente o que senti, a confusão de sentimentos que me foram despertados.

Em um triângulo amoroso eu sempre tomo parte de alguém, em geral luto por essa personagem até o fim e mesmo preparada para odiar Charlotte do começo ao fim, não consegui, porque assim como eu Charlotte me passou uma humanidade, uma franqueza de sentimentos que não pude controlar os meus próprios, a menina mesquinha da juventude que sofre com os mesmos medos de não ser suficiente da mesma forma como eu já me senti. Por outro lado a Ally que eu também já fui, a sonhadora, a princesa dos contos de fadas, mas também impulsiva e cabeça dura. Essas duas mulheres fictícias me lembraram tanto de mim que é impossível amar uma e odiar a outra e é impossível não se comover com ambas.

Apesar de tudo, o troféu personagem do livro vai para o maravilhoso Joe, ele que resgatou, por assim dizer, Ally e me resgatou também, a forma como ele é devoto a esposa, seu amor desmedido, recontado por Ally é o sonho de toda a romântica. David não fica atrás, mas de maneira mais reservada minha afetividade por ele foi corroída pelos fatos do passado dele com essas duas mulheres.

Não há vilões, apenas personagens tão bem construídos e tão reais que realmente poderiam existir em um mundo de acasos tão prováveis, o livro desperta várias emoções e creio que cada um que ler terá uma sensação e uma opinião, mas o mais intrigante da trama é ver como a gente se envolve e quer brincar com as palavras, mudar ações e destinos. 

Mais do que tudo é uma trama que cativa, que prende, que não se esquece. Dani Atkins meu muito obrigada por mais uma vez ser espetacular!

[Eu assisti] Homem Aranha: de Volta ao Lar




Oi gente, vocês sabem que eu não sou muito de ver filmes ou falar deles por aqui, mas na última quarta-feira assisti “Homem aranha: de volta ao lar” e apesar de não ter ido naquele pique para gostar da trama fui surpreendida pelo enredo, a trama começa realmente oito anos antes, quando a batalha de Nova York já acabou e Toomes, o abutre,  vê seu mundo e do da sua família ruir quando Tony Stark assume  o serviço, 8 anos depois Toomes é o Abutre e seu mundo do crime pode ser desmascarado com a intrusão do Homem aranha em seu caminho.

Peter Parker parece ser normal, mas por trás da fachada nerd e classicamente atrapalhada de adolescente de 15 anos, ele é o Homem Aranha, aquele que tem tentado conseguir seu lugar ao lado dos Vingadores. 

Eu ri o filme todo! Gente, esse Homem Aranha é realmente o mais interessante de todas as franquias, a meu ver, mais próximo de sua origem em quadrinhos Peter é um adolescente com um ar de comum, irônico, o filme tem quase uma ponta cômica. O cinema todo, uma sala cheia riu junto, disse “uau” e “oh” nos mesmos momentos, mostrando assim que a trama toda foi elaborada para causar impacto nos momentos certos.

Sem o blá-blá-blá já conhecido de como o singelo garoto virou o herói a trama ganha mais movimento e uma sensação de continuidade, mesmo com as mudanças oriundas de uma “releitura” dos quadrinhos a ambientação do enredo foi muito interessante, foi contextualizada, mas sem perder a essência da coisa: como um jovem garoto de repente passa a ter que lidar não só com a rotina escolar e dos hormônios, mas ainda tentar impressionar nada mais nada menos que o Homem de Ferro em busca de seu lugar junto aos Vingadores.

Depois do filme, em um debate com o pessoal que foi assistir comigo conseguimos chegar a uma conclusão: para nós, em comum acordo, o filme focou muito mais em Peter Parker enquanto personagem e não propriamente dito no homem aranha justamente por essa ansiedade e prematuridade para lidar não só com os vilões, mas para aprender a lidar com o ego e com a responsabilidade, parece que ele estava se descobrindo como herói sem deixar de ser o Peter.


Show de interpretação e efeitos especiais no filme, uma composição de elenco genial e bem caracterizada para compor esse universo jovem, além de Peter, o amigo Ned, que merece um destaque aqui, ele protagonizou não só as cenas mais engraçadas, mas também teve papel fundamental para Peter, como “nerd da cadeira” e mais ainda como amigo.

As piadas prontas e as surpresas nos momentos certos me colocaram vidrada na tela, o que foi surpreendente, pois como já disse não sou de acompanhar o universo Marvel e esse nem é meu tipo de filme favorito. Aliás, o que dizer do pós crédito? Sem comentários!

Então fica a dica para você que ama ou não o universo Marvel, mas que quer um filme para divertir pode anotar e procurar a sessão de Homem aranha: de Volta ao Lar e curtir!

Trailer:


 

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