Resenha Sobre aquele homem



 Sobre aquele homem

Título original: About That Man

Primeiros Sucessos Ed. 42

Sherryl Woods
Harlequin, 2013
Sinopse: Como pode a filha de um dos patriarcas de Trinity Harbor acolher um menor transgressor pego ao tentar fazer uma ligação direta em seu carro? Daisy não se importa com o alvoroço da cidade. Cuidar desse órfão de 10 anos é uma tarefa fácil, além de ser uma forma de passar menos tempo se lembrando de seu passado trágico. Difícil é ter que lidar com… aquele homem. Aquele homem, o tio do menino, é Walker Ames, um policial para quemo sobrinho recém-descoberto é a chance de redenção.Walker passa a frequentar Trinity, e todos acham que ele está seduzindo Daisy! Afinal, a professora da escola dominical é uma combinação perturbadora de inocência e atrevimento, em um lugar menos pacato do que parece…

Daisy sempre foi a menininha do papai, protegida pelos irmãos e um exemplo de boa reputação, mas depois de ser enxotada por seu noivo ela está disposta a mudar, ser mais livre e fazer tudo o que deseja e construir a família que sempre quis, mesmo que não da maneira convencional, por isso encontrar Tommy, um órfão escondido em sua garagem foi mais do que ela esperava, visto que aquela criança poderia ser o filho que sempre almejou, mas nunca pode ter.
Tudo seria perfeito se não houvesse uma lei que exigia o contato imediato com algum parente próximo da criança e eis que entra em cena Walker, um policial da capital que havia perdido o contato com a irmã anos antes.
Walker tem suas próprias cicatrizes, ele não é um dos mocinhos mais perfeitos com quem já cruzei, mas devo admitir que isso muito me agradou afinal não existe perfeição no ser humano. Ter de escolher qual será o destino de Tommy pode ser sua redenção, como também perdição, principalmente quando se encontrar com o olhar penetrante, com um misto de sensualidade e inocência de Daisy.
“Daisy sentiu a pulsação aumentar bruscamente. Quando um homem a olhara deste jeito como se tivesse que lutar com ele mesmo para resistir a ela? Que ela se lembrasse, nunca”. p. 132
Ao longo da história a autora vai apresentando mais elementos que compõem a trama, prendendo o leitor página à página, a cada livro me surpreendo com Sherryl e seus personagens, a capa pode parecer que não tem muito a ver com a história, mas na verdade com seu ar marino bem se assemelha à pequena Trinity, cidade em que tudo se passa. O jornal Publishers weekly define bem a trama: uma leitura deliciosa. Uma simples junção de palavras, mas que traduz bem o sentimento que tive ao terminar a leitura e espero que vocês também sintam.

Resenha As pontes de Madison




As pontes de Madison
Robert James Waller
Editora Única, 2015
Sinopse: O ano é 1965, e a cidade de Iowa, interior dos Estados Unidos, parece estar ainda mais quente nesse verão. Francesca Johnson, uma mãe de família que vive uma vida pacata do campo, não espera nada além dessa temporada do que o retorno dos filhos e do marido, que viajaram. Sua tranquilidade, porém, será interrompida com a chegada de Robert Kincaid, um fotógrafo de espírito aventureiro que recebeu a missão de registrar as belíssimas pontes de Madison County.
Francesca e Robert comprovaram para o mundo que o valor das coisas está realmente na intensidade que elas carregam e não no tempo que duram. Casada, mãe, Francesca não deveria ter sentimentos tão fortes por esse fotógrafo. Assim como ele, um homem tão livre, nunca se viu tão preso a alguém que acabou de conhecer. E é justamente assim que as paixões intensas funcionam: é como ser atingido por um raio quando menos se espera, e, de repente, seu corpo e sua existência estão preenchidos de energia, sem ter como voltar atrás para o estado anterior. E perdemos todo e qualquer pudor ao ver que é possível, uma vez mais, encontrar espaço para dançar.
As pontes de Madison dá voz aos anseios de homens e mulheres de todo mundo e mostra, por meio desse encontro fortuito e avassalador, o que é amar e ser amado de forma tão ardente que a vida nunca mais será a mesma.
Eu não ia solicitar livro em abril, mês de lançamento dessa história, mas sua sinopse me atraiu de forma tão profunda que não consegui ficar alheia a ele.  Fui surpreendida por uma narrativa simples, mas um enredo forte.

“[...] ele me deu uma vida inteira, um universo e transformou minhas partes fracionadas em um todo.” p. 171

Quando um escritor é procurado por Carolyn e Michael Johnson para contar a história de amor da mãe deles em palavras, retratando-a em cenas e juntando as lacunas nenhuma das partes estaria preparada para a avassaladora história que se seguiria
É 1965....
Francesca vive uma vida comum, mãe de dois filhos adolescentes, casada com um homem honrado que lutou por seu país na guerra mais cruel de todas e tocando sua propriedade rural, ela seria um exemplo de dona de casa e de moradora da pequena Madison Country, mas a vida dela estaria bem próxima de passar por uma grande reviravolta.
Robert Kincaid é um fotógrafo profissional contratado pela revista National Geographic para tirar fotos das belas pontes que traçam o caminho da pequena cidade de Madison, para a matéria de capa da próxima edição. Ao todo são sete, mas uma delas encontra-se em difícil acesso para um peregrino como ele, portanto nada melhor que pedir informação a uma nativa.
Uma série de acontecimentos e acasos faz com que Francesca e Robert tenham a oportunidade de se envolverem por um curto prazo, como um romance roubado sobreviveria? Ou, não sobreviveria a realidade?

“ele a admirou verdadeiramente, era perceptível. Ela se deleitou com aquela admiração e a deixou envolvê-la, penetrando em seus poros como um óleo suave pelas mãos de uma divindade qualquer que desertara em algum lugar, há anos, e agora havia regressado.” p. 108

Robert é um verdadeiro peregrino, sem amarras, mas com sonhos é o total oposto de Francesca, uma mulher se vê desvalorizada pela vida e por si mesma e que aos poucos vai resgatando a sua confiança. Eles conversam sobre tudo. Ele nunca a acha tola, ele a ouve, ele a estima.

“Francesca imaginou que, para Robert Kincaid, esse era um assunto rotineiro. Para ela, era conteúdo literário. As pessoas de Madison Country não falavam desse jeito, sobre essas coisas. Só do clima, do preço dos produtos agrícolas, de novos bebês, de enterros, dos programas do governo e de times esportivo. Não de arte e sonhos. Não de realidades que mantivera, a música em silencio, os sonhos dentro de uma caixa.” p. 65


Eu poderia tê-la odiado pela questão do adultério, poderia mesmo, afinal eu sempre fico do lado da parte traída, mas algo em Francesca não me permitiu odiá-la, talvez por ter captado que não era sua intenção magoar ou apenas sanar um desejo, ou seu amor por Robert tenha me amolecido.
Eu, depois de muito matutar pude fazer um relacionamento com o titulo e a história, as pontes em geral, separam: separam o rio das pessoas, mas no caso de Francesca e Robert ela uniu: não só por ter sido o estopim para terem se conhecido, mas foi um elemento que os uniu para toda a vida.
As pontes de Madison não é uma história feliz, nem totalmente triste, apenas um retrato de um amor que nasceu com tempo contado, mas que se fez suficiente pelo tempo que durou, por tudo que representou, pela forma avassaladora com que aconteceu. Para mim é uma história antiga, mas tão atual e tão intensa que mesmo por ter sido tão passageira e surpreendente foge do modo fugaz como os relacionamentos tem se dado e mostra que amar está além de estar junto, mas sim na capacidade de criar um elo indestrutível chamado nós.

Nota: Podem me xingar, mas até recentemente eu não sabia da adaptação para as telonas, o filme foi lançado em 1995 com Meryl Streep no papel de Francesca. Faz 20 anos do filme e tanto o mesmo quanto o livro continuam na lista dos mais belos. Depois da leitura não resisti e fui assistir e realmente Meryl brilhou e deu mais vida a Francesca.

[Aleatórios] Livros Infantis



Oi gente, como estão? O post de hoje pode ser um pouco diferente do que estão acostumados, aqui no Felicidade em Livros vocês sempre encontraram dicas de lançamentos e resenhas, algumas promos e tal, mas hoje eu gostaria de abrir espaço para um segmento da literatura que eu amo! Literatura Infantil!
Sou professora de educação infantil recém formada e atualmente faço um curso de aperfeiçoamento sobre alfabetização e letramento pela contação de histórias e tenho recebido ótimas dicas e fiquei com uma super vontade de dividir com vocês, espero que gostem:

Muito quente para abraçar: Sinopse: Quando Ricardo encontra um ovo dourado, ele o leva para casa e o mostra para seus pais. Quando de repente, (Tum! Tum! Greck!) um bebê dragão sai lá de dentro! A partir de então, Torrada, o dragão torna-se o melhor amigo de Ricardo. Mas logo Torrada começa a crescer. E conforme ele cresce, vai ficando cada vez mais...quente!
A história do bebê dragão Torrada e seu melhor amigo Ricardo irá encantar pela ludicidade. Contei essa história para uma turma de 3º ano e eles simplesmente amaram a ideia de ter um bebê dragão em casa e como no dia da contação estava bem frio deu pra brincar bastante sobre o título.


VOLTA AO MUNDO EM 80 HISTÓRIAS: Sinopse: Este magnífico livro conduz o leitor a uma viagem encantadora pelo mundo através de histórias de 80 culturas diferentes. Com cenários exóticos, enredos fantásticos e personagens incríveis, essas histórias divertem e emocionam ao mesmo tempo, estimulando as crianças a aprender sobre as diferentes culturas e a vastidão do mundo.
Este me deixou babando louca, alucinada, quando a professora do curso mostrou eu não queria devolver mais. A diagramação interna é linda, os desenhos coloridos ricamente, pra encantar os adultos e os pequenos!



A princesa que não tinha reino: Sinopse: Era uma vez uma princesa que não tinha reino. Tudo o que ela possuía era um pônei, uma carruagem e um guarda-chuva vermelho para protegê-la da chuva. O que ela não tinha em bens materiais, no entanto, possuía em educação, inteligência e beleza ? qualidades que a tornavam muito mais atraente do que várias princesas com um belo reino. Vários reis se encantaram por ela e até a pediram em casamento.
Às vezes você pensa que um reino é um pedaço de chão, mas pode se surpreender ao descobrir que todos já nascemos com o nosso próprio reino encantado.



A vassoura da Bruxa: Sinopse: A vassoura da Bruxa - Toda bruxa que se preza usa uma vassoura mágica. A vassoura da bruxa Bruxelda tinha até nome: Grizelda. Só que um dia, a vassoura Grizelda encrencou. E agora? Como voar até o Morro da Caveira e participar do Baile das Bruxas? Só se ela pedisse ajuda à sua vizinha, a Fadinha Cor-de-rosa. Mas desde quando bruxa pede ajuda a fada?
Este tem um apelo significativo pra mim, foi o primeiro livro que li sozinha! Quando eu era bem pequena eu tinha um terror de medo de bruxas, sonhava e acordava chorando quase todo o dia, minha mãe trabalhava de babá em uma casa de gente rica e tinha vários livros e num limpão a patroa deu alguns pra ela ler pra mim e antes de dormir ela sempre me contava um pedacinho, na tentativa de me fazer parar de sentir medo e não é que uma vassoura defeituosa, um ogro atrapalhado e uma bruxa grosseirona conseguiram me conquistar? E conquistam os pequenos! Vocês podem pensar que eles terão medo, mas as confusões de Bruxelda geram mais risos que qualquer outra coisa, digo por experiência, pois já fiz uma contação dessa história numa escolinha pra um trabalho na época da facul e as crianças amam, os maiores aqui da minha escola sempre pedem história de bruxa.

Se curtirem o post posso fazer mais vezes, às vezes você não tem criança em casa, mas sempre vai ter um sobrinho pequeno, um filho de um colega ou uma festinha infantil te cercando e nada melhor que propiciar que a criança crie afinidade com as palavras desde pequena!

Resenha Amigas para sempre




Amigas para sempre
Firefly Lane, Livro 01
Kristin Hannah
Arqueiro, 2014
  Sinopse: Tully Hart tinha 14 anos, era linda, alegre, popular e invejada por todos. O que ninguém poderia imaginar era o sofrimento que ela vivia dentro de casa: nunca conhecera o pai, e a mãe, viciada em drogas costumava desaparecer por longos períodos, deixando a menina aos cuidados da avó. Mas a vida de Tully se transformou quando ela se mudou para a alameda dos Vaga-lumes e conheceu a garota mais legal do mundo. Kate Mularkey era inteligente, compreensiva e tão amorosa que logo fez Tully sentir-se parte de sua família. Ao longo de mais de trinta anos de amizade, uma se tornou o porto seguro da outra. Tully ajudou Kate a descobrir a própria beleza e a encorajou a enfrentar seus medos. Kate, por sua vez, a ensinou a enxergar além das aparências e a fez entender que certos riscos não valem a pena. As duas juraram que seriam amigas para sempre. Essa promessa resistiu ao frenesi dos anos 1970, às reviravoltas políticas das décadas de 1980 e 1990 e às promessas do novo milênio. Até que algo acontece para abalar a confiança entre elas. Será possível perdoar uma traição de sua melhor amiga? Neste livro, Kristin Hannah nos conta uma linda história sobre duas pessoas que sabem tudo a respeito uma da outra – e que por isso mesmo podem tanto ferir quanto salvar.

No verão de 74 ninguém poderia imaginar que duas meninas tão diferentes uma da outra como Kate e Tully viriam a ser amigas. Kate tem tudo pelo que Tully anseia: uma família unida e a certeza de um amor incondicional.
Já Tully é tudo que Kate espera ser um dia: forte, descolada, popular, desejadas. Mas é nessa improvável amizade que as uniu que deu força para que ambas pudessem crescer e vencer seus medos e angustias.
Só que com o passar dos anos a vida dessas duas mulheres tomaram rumos diferentes, enquanto Kate se casou e teve filhos com o homem que amava, Tully ganhou o mundo, sendo a “Queridinha da América”, estourando na TV como jornalista, eis que ai a trama ganha força e desenvolvimento. Como duas mulheres tão diferentes manteriam uma amizade? Será que essa amizade estaria de pé aconteça o que acontecer?
“- Às vezes, ser uma boa amiga é não dizer nada.
– Então eu devo apenas ficar assistindo a ela cometer um erro.
– Às vezes, sim. E depois você fica por perto para juntar os cacos.” p. 118
Gostei muito como a Kristin criou essas duas personagens, eu me identifico muito com a Kate com seu romantismo e amor pela família e a sua disposição à amar, mas também vejo muito da Tully em mim: a determinação e esse anseio de querer vencer. Gostei de ver como a autora trabalhou essa questão de identificação, de empatia! É muito bacana ver como nós mesmos podemos ansiar por coisas diferentes ao mesmo tempo!
Entretanto, a autora também trabalha brilhantemente o quanto nós somos o que escolhemos ser, que tudo que escolhemos terá uma conseqüência, tanto Kate, quanto Tully vivenciaram isso. Tudo se complica ainda mais quando Kate se torna mãe ao passo que Tully sente os arroubos da vida que escolheu, novamente as ansiedades podem por a amizade a perder.
Ta bem, confesso, eu estava pra entrar no livro e dar uns tapas em Tully, apesar de admirar a garra dela, senti mais raiva que orgulho ao longo da história, seu egoísmo e sua luta pelo sucesso custe o que custar se provaram tão medíocres e tão falhos que fizeram dessa mulher ainda mais solitária.
Kristin arrasou, além de investir na amizade dessas duas mulheres, que tantos contratempos e altos e baixos que viveram, o fato da autora ter tido o cuidado em ir mesclando a ficção com períodos históricos e que marcaram, como a morte de Diana, os atentados e posteriormente a guerra entre os grupos talibãs, deu um ar de realidade a mais na trama.
Admito que a trama cresceu, quando eu estava quase sem esperanças de este realmente ser um livro da Kristin vem essa diva das palavras e dá uma guinada na obra e creio que essa era a intenção da autora desde o inicio: ir cozinhando seu leitor em banho Maria, ir dando significado página à página para nos fazer compreender que a amizade é um amor que nunca morre, assim como o amor de uma mãe por seu filho, sendo ambas formas de amor por toda a eternidade!
 

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