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terça-feira, 19 de junho de 2018

Resenha Mais Forte Que o Sol




Mais Forte Que o Sol
Irmãs Lyndon # 2
Julia Quinn
Arqueiro, 2018

Sinopse: Quando Charles Wycombe, o irresistível conde de Billington, cai de uma árvore – literalmente aos pés de Elllie Lyndon –, nenhum dos dois suspeita que esse encontro atrapalhado possa acabar em casamento.
Mas o conde precisa se casar antes de completar 30 anos, do contrário perderá sua fortuna. Ellie, por sua vez, tem que arranjar um marido ou a noiva intrometida e detestável de seu pai escolherá qualquer um para ela. Por isso o moço alto, bonito e galanteador que surge aparentemente do nada em sua vida parece ter caído do céu.
Charles e Ellie se entregam, então, a um casamento de conveniência, ela determinada a manter a independência e ele a continuar, na prática, como um homem solteiro.
No entanto, a química entre os dois é avassaladora e, enquanto um beijo leva a outro, a dupla improvável descobre que seu casamento não foi tão inconveniente assim, afinal...

Nossa queria Eleanor ganhou sua própria e romântica história. ♥♥♥


“O cabelo dela, pensou de repente. O cabelo de Eleanor era da cor exata do sol em sua hora preferida do dia. Seu coração se encheu de inesperada alegria, e ele sorriu.” p. 50


Eleanor é basicamente uma dona de casa, cuidando do pai vigário e das obrigações do lar, levando uma vida da bendita da mulher “solteirona”, mas desde o principio vemos que essa vida é muito pouco para ela, com certeza nossa mocinha merece mais e não é que o destino lhe deu justamente isso, quando Charles caiu da árvore?

Nobres não deviam cair de árvores, ainda mais nobres alcoolizados, mas é uma história de Julia Quinn e ela é perfeita em todos os sentidos, então é normal, pronto e acabou, nobres caindo de árvores! Mesmo que ele, no caso, esteja fedendo a um gambá! 

Os dois precisam de um casamento. Cada um por seu motivo, mas ambos precisam do mesmo fim. Junte o útil ao necessário e tchram casalzão formado! 

Charles é aquele homem que toda a mulher deseja pra si, ele tem um ar divertido e sedutor que faz tudo ficar mais leve, além de claro, é facilmente imaginado como um homem lindo. Sua fixação por listas e sua falta de tato em algumas situações, principalmente quando é para expressar opiniões promete fazer o leitor dar muitas risadas.

As risadas, aliás, ficam por conta de toda a aloprada família Wycombe. Tem a fofíssima Judith, a espevitada Claire, a tia sem noção e uma prima viúva, mas muito agradável. Justamente a adesão desses personagens secundários é que tornaram a trama mais dinâmica e divertida, mil e um fatos acontecem nessa história e acompanhar cada desdobramento é uma verdadeira excursão ao riso!
Como casal Eleanor e Charles não poderiam ser mais carismáticos. Ambos são determinados e não levam desaforo pra casa, além de claro terem essa química desde o primeiro encontro, ou da primeira queda, se preferir! Eles vão te fazer suspirar!

Claro que tem um certo mistério e suspense nessa história, afinal que graça teria se fosse tão água com açúcar? Pra agitar as coisas tem esse lado de intrigas e afins pra te deixar ainda mais curioso e ligadinho na trama como eu fiquei. É relevante também dizer que apesar de compor a duologia das irmãs London, “Mais forte que o sol” é uma trama totalmente independente, de fácil compreensão e sem maculas no enredo para quem não tenha lido o livro anterior (mas, claro que vale apena ler)

Julia é uma escritora fascinante, acho que eu leria feliz a lista de compras de mercado dela, mas nessas histórias tão mais tão adocicadas ela consegue fazer esse meu coraçãozinho de gelo aquecer, ela resgata a leveza do amor risonho, dessa coisa boa de ir se apaixonando. Sem erros de digitação, boa tradução, diagramação perfeita, a Arqueiro se consolida mais uma vez pela excelência em trazer histórias de autoras que fazem a cabeça do leitor e que trazem sonhos aos corações.

domingo, 17 de junho de 2018

quinta-feira, 7 de junho de 2018

O Sol também é uma Estrela vai virar filme!


Isso mesmo galera! E o mais legal é que já temos os protagonistas!!!

Nosso Daniel será O ator Charles Melton, conhecido por seu papel na série Riverdale, foi anunciado recentemente pela própria autora em sua conta no Instagram. Já Natasha esta com uma atriz escolhida desde fevereiro desse ano Yara Shahidi.
Nicola também dividiu alguns momentos dos bastidores das filmagens:


A sinopse do livro de sucesso de Yoon que será base para adaptação.

Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história.
Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois.
O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?

Ah, o filme é uma produção da Warner Bros. e a estreia está prevista para maio de 2019, mas a gente já começa a contar nos dedos pra esse lançamento desde agora! Se prepara galera, vem filmão por ai!

terça-feira, 5 de junho de 2018

Resenha O segredo de Helena



O segredo de Helena
Lucinda Riley
Arqueiro, 2018
Sinopse: Helena nunca esqueceu o verão que passou na mágica Pandora, a casa de seu padrinho no Chipre, onde, cercada por oliveiras e pelo verde-esmeralda do Mediterrâneo, ela se apaixonou pela primeira vez, aos 15 anos. Mais de duas décadas depois, tendo herdado a antiga propriedade, ela retorna a Pandora para mais um verão, dessa vez em companhia do marido e dos filhos. NO entanto, Helena sabe que voltar àquele lugar pode trazer à tona segredos que ela preferia esconder. Um desses segredos envolve Alex, seu filho mais velho, fruto de uma relação anterior a seu casamento. Com uma inteligência acima da média, ele vive a difícil transição para a vida adulta e está determinado a descobrir a identidade de seu verdadeiro pai. Enquanto o verão avança e pessoas do passado de Helena reaparecem, Pandora parece pronta a revelar os mistérios que ocultou por tantos anos e que, uma vez descobertos, farão com que a vida de Helena, e de sua família, nunca mais seja a mesma.

Mais um livro de Lucinda Riley no mercado, mais um livro que chega cheio de expectativas e com uma capa maravilhosa, dessa vez a protagonista da história é Helena, uma mulher cheia de segredos que parte junto com a família para uma casa intitulada Pandora, no Chipre para as férias que prometem ser decisivas.


“Então, reflito, o que aprendi nestas férias? Que existem todos os tipos de amor, e que ele vem em toda sorte de moldes e formas. Pode ser conquistado, mas não comprado. Pode ser dado, mas jamais vendido. E, quando está presente de verdade, ele gruda pra valer. Esse tal de amor” p. 399


Quem nos conta história é Alex, seu filho mais velho, que dez anos depois pisa novamente em Pandora e como a caixa grega mística libera alguns segredos ao leitor. Numa relação de passado por meio das histórias do diário do jovem Alex, na idade de então seus treze anos podemos descobrir um pouco mais da misteriosa Helena.

Pela sinopse e também pelo desenrolar inicial da trama pensei que o enredo já estava definido e de fácil conhecimento, ledo engano! Lucinda foi ao passo que uma verdadeira contadora de histórias, foi aos poucos dando as informações para finalmente conhecer e confrontar quem de verdade é Helena. Muito pouco sabemos sobre ela, mas é facilmente imaginado uma mulher forte e com uma certa tristeza em seu olhar.

E o ponto alto da trama é justamente ir desvendando quem é Helena, no inicio temos um enredo óbvio demais que faz você ficar naquela de “será?”, aquela ansiedade em descobrir, mas pra mim tem muita, mas muita demasia, demasia de personagens secundários que apesar de darem uma boa composição ao enredo também conseguem desgastar em alguns momentos, tem uma demasia de descrição do lugar que não enjoa, o que é um ponto positivo, aliás, pois quem não quer conhecer Chipre? E conhecer um lugar pelos olhos de Lucinda é estar no lugar sem sair da própria casa!

Confesso que senti falta da narração da própria Helena, ninguém pode nos contar sua história do que a própria pessoa. Conhecê-la aos olhos de Alex me deu uma certa impressão de “falta algo”. Aliás, quem está acostumado aos livros de Lucinda sabe que esse jogo de histórias cruzadas e passado e presente são características fundamentais da escrita dela e eu confesso que senti falta disso nessa história em especial.

Temos, claro, muitas surpresas, mas no geral “O segredo de Helena” consegue, a meu ver, ser um livro mediano dado a autora que o assina, talvez sejam as minhas altas expectativas de novo, mas falou em Lucinda eu já penso naquele livrão maravilhoso, que vai me fazer virar a noite acordada e tal e uma trama mais morna meio que me murchou. Esse seria um excelente livro se não viesse com a carga de expectativa que o nome Lucinda Riley tem pra mim, fica a dica pra um leitor que esta começando a buscar novos autores, leia esse, se encante e leia os demais da autora, pra você que assim como eu já acompanha o trabalho, menos expectativa, mais mente aberta!

domingo, 3 de junho de 2018

Para Refletir #130




Senta que lá vem textão! Textão em pleno domingo, final de feriado? Sim, sim! 

Vamos falar um pouquinho sobre tudo? Bora falar desse mundo às avessas? Bora falar de  reciprocidade? É aquela palavrinha bonita, que todo mundo gosta de usar, mas de verdade, na prática, temos encontrado tão pouco disso que me assusta, o que me assusta de verdade é a incapacidade do ser humano em entender o seu próximo, de olhar para além da pessoa que está na sua frente. 

A gente julga, aponta, afronta e se afasta como se não importasse, às vezes nem se importa mesmo. Cadê a empatia? Cadê por em prática amar os outros como a ti mesmo? Ou seguir o mandamento chinês "me ame quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso", as pessoas passaram a ignorar a dor alheia, focado em seu próprio mundo e escolhas, às vezes o outro quer apenas magicamente que você fique feliz com um pouquinho de purpurina mágica jogada na sua cabeça, e tcharan "felicidade"... Mas, aí você se retrai mais, diminui o sorriso, muda caminhos, muda a conversa e ao mesmo tempo em que pede ajuda, esconde o que sente. E você se retrai, diminui e ao passo culpa as falhas dos outros contigo.

Aí entra num outro tópico bacana pra falar. Quem é que no fundo te machuca? As pessoas com suas atitudes ou você com as suas expectativas? 

Sinto em dizer, meu anjo. É você que permite que os outros te magoem, você e as suas expectativas, você e a sua estranha fala de "confio de olhos vendados", aí você confia, descobre alguns vacilos, se chateia, chora, confronta, se adapta, volta a se decepcionar e fica triste. Então, meu anjo, você que colocou muitas expectativas naquela pessoa, você que se viu no reflexo dela e achou que as mesmas atitudes que você teria o outro também deve ter, leda ilusão.

 Você é dono das suas ações, dono das suas escolhas e só das suas. As dos outros já tá explícito, são do outro!

Todo mundo tem prioridades, é intrínseco, natural e inconsciente...
Comprar uma blusa nova ou guardar o dinheiro?
Carro ou viagem?
Faculdade ou rolê?
Os de sempre ou as novidades que a vida traz?

Tudo é questão de escolha e prioridade. Eu afunilo o que quero, descarto o que não me faz falta e bola pra frente. Ruim? Demais! Ainda mais se você acha que é prioridade e se torna segundo plano. Mas fica a dica: só você pode se por em prioridade, você! Por você, pra você. Você conhece o que dói, o que magoa, conhece o que faz rir, você é sua história então para de ter medo de viver e se joga, para de ter medo de não dá certo e se arisca. Se descubra, se arrisque, se permite, se evolua.

Eu sou uma das pessoas que mais sofre com isso, eu sempre espero muito de mim no outro, seja nas atitudes, palavras ou sentimentos e quando o outro me magoa eu fico imensamente triste, imensa e intensamente triste. O não cuidado machuca, mas machuca mais ainda se ele não parte de você em primeiro plano.

Não é egoísmo pensar primeiro em ti, não é mesmo! Egoísmo é se machucar pelo que sente em detrimento das ações dos outros. Não de as pessoas poderes que não tem. Simplesmente, não dê!
Você é o seu senhor, só você. Não deixe mais que as pessoas e as suas não escolhas, as suas não atitudes te restrinjam. Você precisa viver uma relação de empatia e reciprocidade com você antes de tentar abraçar o mundo.