Resenha Promessa de Amor




Promessa de Amor
Rainhas do Romance # 100
Susan Mallery
Harlequin, 2015
Sinopse: Rachel Harper só queria parecer uma mulher sofisticada e se divertir. Mas o lençol amarrotado era a lembrança marcante de uma noite atípica: levara para casa um homem que conhecera no bar! Semanas depois, descobriu que estava grávida dele… Rachel não sabia como contar a novidade para Carter Brockett.



Rachel é um verdadeiro exemplo de boa moça: roupas comportadas, adora crianças e plantas, de forma nenhuma ela faz o estilo de moça sensual que procura sexo casual, isso está na cara e mais: isso atrai Carter.
Carter teve uma longa lista de namoradas, mas entre as regras esta nunca se apaixonar, entretanto, isso não o impede de se divertir em boa companhia e se ele tem a chance de “salvar” Rachel do perigo iminente de estar em um bar de solteiros, paciência!
Um único encontro, uma única noite, um único fruto!
Depois da noite mais intensa, Carter e Rachel terão que se conhecer melhor, afinal em breves terão um elo em comum e precisam descobrir mais um do outro do que quais são as zonas erógenas!
Como é de praxe da Susan, suas histórias têm as famílias mais loucas do mundo, os parentes de Carter são os mais bisbilhoteiros, doidos e, portanto, os mais amados. Com eles a risada é garantida! Agora, para agradar a essa louca família, os dois, Carter e Rachel, embarcarão em um romance de mentirinha...

“Um bebê mudaria tudo. A pergunta era o que fazer a respeito. Com Carter ou sem Carter. O que ele queria dela? Tão importante quanto isso, era saber o que ela queria dele?” p. 202

Outro ponto que me fez dar risada, mas não spoilers é a relação de Carter com as exs! Divertidíssimo!
Agora, quem merece levar o troféu de trouxa do ano é Rachel, eita menina se te cato na rua te dou uns tapas! Complexada por uma situação triste do passado ela simplesmente afasta as pessoas e como isso se torna cansativo! Fica um jogo de gato e rato difícil de aturar! Acho que estou sem paciência para mocinhas sonsas! Ou só e mau humor, vai saber? O que sei é que Rachel me deixou careca de raiva...
O livro, o segundo de uma trilogia, tem como foco central Rachel e sua história, mas Noelle e Crissy, as melhores amigas de Rachel também tem papel fundamental na trama, pois paralelo a história de amor existe a amizade de três mulheres tão diferentes, mas que se unem pelo carinho e parceria.
Também não gostei muito do final, faltou uma liga especial para amarrar todas as pontas da trama. Se comparado com o livro anterior, Amor Delicado, essa história ganha em humor, mas perde em enredo o que o torna meio cansativo e sonolento, não foi uma leitura ruim, mas conhecendo a autora sei que poderia ser MUITO melhor. Confesso que já deposito expectativas no terceiro livro, contando a história de Crissy, pois quero tirar essa impressão “ruim” e depois, percebi que a sua trama tem uma carga dramática maior!

Resenha O florescer do amor



O Florescer do Amor
- Garden of Dreams-
- Valerie King-
Clássicos Históricos nº 334
Nova Cultural

Sinopse: Transformar um jardim negligenciado num paraíso de flores é o tipo de desafio que Lucinda Stiles adora! Algumas pessoas poderiam dizer que podar brotos e cavar a terra não são tarefas muito apropriadas para uma jovem dama, mas Lucy não se importa. O grande problema é que esse jardim pertence a sir Robert Sandifort, que tem uma opinião bem diferente de Lucy...
A transformação que Lucy trouxe ao jardim deixou sir Robert exasperado. A srta. Stiles não entenderia o significado do que é uma propriedade particular? Ou ela estaria tomando-o por um grande tolo? Devia ser isso, ou então ela já teria desistido há muito tempo. Mas a garota era uma força da natureza! E mais adorável de que uma flor! Se ele não se cuidar, poderá se apaixonar!

Lucy não imaginava que sua chegada à propriedade da família Sandifort fosse causar tanto reboliço! Como seu pai era grande amigo da referida família deixou aos cuidados do filho de seu falecido melhor amigo, no caso Robert, como tutor legal da jovem até sua maior idade. Isso não poderia ser mais desagradável para ambos, já que sempre foram feito cão e gato, brigando quase que diariamente na juventude.
Robert está esgotado com o peso que carrega em suas costas desde a morte do pai e a lida constante com sua tenebrosa madrasta que além de uma criatura mimada e desprezível está disposta a fazer da vida de todos um inferno, principalmente das gêmeas Alice e Anne que estão sob sua guarda.
Ele realmente não precisava de uma criaturinha como Lucy para bagunçar tudo. Geniosa, Lucy decide tomar as rédeas da situação e amenizar os problemas dessa família que são muitos e quem sabe assim tirar a carranca de Robert e dar lugar a um sorriso ou quem sabe a um beijo como ela bem gosta...
Sabe aquele livro que você ganha, olha e não da nada? E vai deixando na estante? E quando pega pra ler tem vontade de se dar um tapa por ter protelado tanto a leitura? Esse é um exemplo, eu realmente não dava nada pela história e me surpreendi! Além das clássicas brigas de amor entre Lucy e Robert, a história paralela de como Lucy vai reerguendo essa família, devolvendo a confiança a cada familiar e ainda conseguindo dobrar a odiosa Celeste Sandifort, uma verdadeira madrasta malvada!
Gostei também que a autora mesmo em uma família numerosa não esqueceu ninguém e olha que deve ter dado trabalho, já que na mesma casa moram três agregados, uma madrasta, três irmãos crescidos, as gêmeas e três crianças pequenas e mais a Lucy (Ufa, acho que não esqueci ninguém) isso dinamiza o livro, torna ele mais bem fechadinho, mas espero que os outros dois irmãos de Robert, Henry e Hetty, tenham seus próprios livros e encontrem o amor que tanto merecem!
Fechando, Florescer do amor é uma leitura incrivelmente fluida, gostosa de ler onde estiver, é impossível não se apaixonar pelo jeitinho moleca e divertido de Lucy, ou por Robert que além de um homem honrado é o sonho de consumo de qualquer mulher!

Resenha Apenas um dia




Apenas um dia
Gayle Forman
Novo Conceito, 2014
Sinopse: A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida.
Apenas um Dia fala de amor, mágoa, viagem, identidade e sobre os acidentes provocados pelo destino, mostrando que, às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro... Muito do que procuramos está bem mais perto do que pensamos.
Allyson sempre foi perfeita, ou pelo menos criada para ser perfeita. Superprotegida pelos pais, que sempre decidiram por ela, ter ganhado uma viagem à Europa foi uma libertação, quase como uma carta de alforria com tempo limitado. O que ela não sabia é que essa viagem trazia para ela em sensações e atitudes!
Quando seu caminho cruza com o de Willem, um jovem ator aventureiro, apenas Willem, sem passado, ou futuro e ela embarca em uma vigem à uma Paris mística e desconhecida tudo pode mudar.
O que apenas um dia poderia reservar?

“Nascemos em um dia. Morremos em um dia. Podemos mudar em um dia. E podemos nos apaixonar em um dia. Qualquer coisa pode acontecer em apenas um dia.” p. 135

Entretanto, quando seu tempo com Willem chega ao fim de forma brusca e ela precisa reencontrar um equilíbrio, é ai que ela percebe que às vezes a chave para o futuro é sanar as dúvidas do passado.
Allyson é um robozinho na mão da mãe, sem animo para barrar as decisões da progenitora e tomar as rédeas de sua vida, ela simplesmente deixa que seja dominada e suas vontades deixadas de lado, só que Paris e principalmente Willem fazem com que ela sinta a necessidade de pela primeira vez na vida enfrentar o que lhe dá medo e ir em busca de verdades.
Um ano foi o tempo em Allyson foi atormentada pelas dúvidas que rondaram sua mente e que se resumiam em apenas uma pergunta: quem era Willem?

“Por que não pensei em fazer essas perguntas a ele quando tive a chance? Eu sei por quê. Porque, quando estava com ele, sentia como se já o conhecesse.” p. 240

E é em busca dessa verdade que eu me vi percorrendo as páginas da história junto com ela, Gayle foi genial em criar um personagem com tantos mistérios e com tão poucas pistas sobre ele, assim como Allyson é difícil não se pegar apaixonada por Willem, mas ao mesmo tempo conhecer sua história se torna essencial para compreendê-lo e acreditar ainda mais nele. É doido, eu sei.
Paralelo a essa busca desenfreada por um amor, Gayle trabalhou com maestria essa relação de perda e descoberta com a qual lidamos com nós mesmos, todos nós estamos em constante mudança, alguns como Allyson precisam de um empurrão, outros conseguem alçar esse vôo sozinhos, mas sempre estamos em constante transformação e os acasos, ou pequenos milagres do dia-a-dia são a prova dessas mudanças e também das acomodações.
Como eu disse Allyson se acomodou, vivendo os sonhos de outra pessoa, sem se importar com os seus, o papel de Willem foi lhe mostrar como a vida é curta para viver de desejos incompletos!
Apenas um ano ta chegando, ainda bem, pois já adianto que Gayle quis fazer com que seus leitores façam um verdadeiro exame cardíaco, pois é simplesmente “uau, isso não pode acabar assim!!!”

Resenha Entre O Agora e O Nunca





Entre O Agora e O Nunca
J. A. Redmerski
Suma das Letras, 2014

Sinopse: Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino.
Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho. Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois.
Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos. Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, Entre O Agora e O Nunca é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.


“O que Andrew Parrish está fazendo comigo?”
“Seja o que for... acho que não quero que pare.” p. 184
Camryn não podia pensar que sua vida poderia estar em pior fase: além de perder o noivo, seu irmão estar na cadeia, seu pai traiu a mãe e esta por sua vez decidiu curtir a vida adoidado, sua melhor amiga decidiu ficar do lado do namorado sacana em vez do de Camryn em uma situação constrangedora. É filha, se benze que o trem ta feio pro teu lado.
Decidida a também sair pelo mundo e dane-se as conseqüências, ela sobe em um ônibus com um único pensamento: fugir, não no sentido de fugir de casa ou das pessoas, mas de certa forma fugir de si mesma, de quem ela é, de seu jeito certinho.
Como todo o bom romance tem que ter um mocinho tudo de bom e eis que surge no caminho de Camryn e da leitora aqui o lindo, desbocado, sexy e ao mesmo tempo tem aquela dose certa de arrogância, Andrew.

“Andrew Parrish passou longe da fila da feiura. Na verdade, ele entrou várias vezes na fila da gostosura [...].” p.73
Andrew também tem seus perrengues e mesmo com seu jeitão, ele quer o melhor para Camryn, por isso, quer que eles sejam companheiros de viagem. Ai meu Deus, eles num busão, indo pra La e pra, nos embalos de uma possível paixão com final certo: Texas. Será mesmo este o fim?

“Não sei ao certo o que acaba de acontecer, mas não sinto que fiz algo que vá me arrepender mais tarde. Acho que não há nada de errado em ter um “amigo” de viagem. Posso imaginar mil tipos diferentes de pessoa que Andrew poderia ser e que seriam piores. Mas ele é inofensivo, e admito que é interessante conversar com ele.” p. 73
Adoro tramas com capítulos intercalados entre personagens, neste livro temos esse elemento trabalhado brilhantemente! Ter este recurso me possibilitou conhecer mais Camryn e Andrew, seus segredos, suas histórias, seus sentimentos.
Com uma escrita jovem, atual e personagens cativante, Jessica Ann, ou simplesmente J.A. me surpreendeu, fazia tempo demais que eu não lia uma história com um mocinho como Andrew, boca suja, divertido, mordaz, besteirento também, mas tudo na medida certa, também não imaginava que o livro teria tanto erotismo, mas também foi um lance erótico muito bem colocado, como uma forma de libertação e amor. Surpreendente seria a palavra que eu usaria para classificar o livro e desejo que todos sejam surpreendidos!

“Acho que o amor nunca acaba de verdade quando a gente ama alguém− digo, e vejo um pensamento passar por seus olhos. – Acho que quando você se apaixona, quando ama de verdade, é amor pra vida inteira. Todo o resto são só experiências e ilusões.” p. 202
 

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