Resenha Cilada Para Um Marquês




Cilada Para Um Marquês
Escândalos e Canalhas # 1
Sarah MacLean
Editora Gutenberg, 2016
Sinopse: Sophie Talbot é conhecida pela Sociedade como uma das Irmãs Perigosas – mulheres Talbot que fazem de tudo para se arranjar com algum aristocrata. O apelido chega a ser engraçado, pois se existe algo que Sophie abomina é a aristocracia. Mas parece que mesmo não sendo uma irmã tão perigosa assim, o perigo a persegue por todos os lugares.
Quando a mais “desinteressante” das irmãs Talbot se torna o centro de um escândalo, ela decide que chegou a hora de partir de Londres e voltar para o interior, onde vivia antes de seu pai conquistar um título. Em Mossband, ela pretende abrir sua própria livraria e encontrar Robbie, um jovem que não vê há mais de uma década, mas que jura estar esperando por ela.
No entanto, ao fugir de Londres, seu destino cruza com o de Rei, o Marquês de Eversley e futuro Duque de Lyne, um homem com a fama de dissolver noivados e arruinar as damas da Sociedade. Rei está a caminho de Cumbria para visitar o odioso pai à beira da morte e tomar posse de seu ducado. Tudo o que ele menos precisava era de uma Irmã Perigosa em seu encalço.
O Marquês de Eversley está convicto de que Lady Sophie Talbot invadiu sua carruagem para forçá-lo a se casar com ela e conquistar um título de futura duquesa. Já Sophie tenta provar que não se casaria com ele nem que fosse o último homem da cristandade. Mas e quando o perigo tem olhos verdes, cabelos claros e a língua afiada?
Essa viagem será mais longa do que eles imaginavam…

Sophie nunca se ajustou bem à sociedade londrina. Oriunda de uma família que enriqueceu por meio do trabalho e consequentemente nada bem vinda ao circulo de nobreza da época, ela sempre preferiu a vida campestre aos requintados bailes, as comidas simples como pasteis e pães doces aos longos jantares, o mundo dos livros ao mundo das fofocas. Enfim, uma desajustada.

Os escândalos também são frequentes na família Tabolt, mas enquanto todos os demais membros lidam bem com os mexericos, Sophie se vê cada vez mais enfadada. A aristocracia com todas as suas leis e costumes machistas em nada agrada-a tanto que como gota d’água ela acaba brigando com o cunhado, que apesar de imponente homem social é um babaca na vida conjugal. 


"Elas nunca enxergaram a verdade — que as irmãs Talbot poderiam se casar com príncipes da família real e mesmo assim não seriam bem-vindas na Sociedade. A aristocracia tolerava sua presença porque não podia se arriscar a perder a inteligência do novo conde, ou os fundos que vinham com cada uma de suas filhas. Casamento era afinal, o negócio mais lucrativo na Inglaterra." p. 19


Ressentida e desejando liberdade, a bela decide que irá sair definitivamente de Londres, ir para sua cidade natal, casar-se por amor, abrir sua livraria. Mas primeiro ela precisa de uma carona e eis que surge Rei, o canalha do Marquês de Eversley.

Rei não quer nem saber de uma irmã perigosa na sua aba, ele sabe que com elas no encalço só há uma saída: o altar, lugar em que ele nem planeja subir... Rei é um libertino, um homem que brinca com as convenções e de cara tive aquele 5 minutinhos de raiva dele, mas não se deixe enganar por aquela carapaça... ele é muito mais profundo do que aparenta.

Como já é característico de Sarah não é um “não” que vai parar a sua protagonista feminina de conseguir o que quer, no caso Sophie quer sair de Londres e sairá a qualquer custo, Rei estando de acordo em ajudá-la ou não! A confusão ta armada gente.

Sob o título geral de série “Escândalos e canalhas” acho legal ressaltar que os inícios dos capítulos são como manchetes de jornais, isso é super legal, pois além de já dar aquela adiantadinha nas emoções do capítulo dão um charme a parte na trama!

Divertido, bem humorado, com aquele ar de romance de conto de fadas que tanto me atrai, a leitura flui super bem, Sophie  foi uma surpresa a cada página, uma encantadora surpresa também para Rei, não é que a mais “desinteressante” das Tabolts se mostrou a mais sagaz de todas, a mais sem medo, a menos estereotipada.

Com uma trama que convence e com todo o charme da escrita, Sarah se consagra no roll das escritoras que merecem elogios sempre! amei o primeiro livro dessa independente, importante ressaltar, aguardo ansiosamente o próximo livro que terá tudo para ser tão magistral quanto esse.

lançamento... Quando a noite Cai, Carina Rissi



Tem livro novo da Carina Rissi na área! Pode comemorar, pode comemorar!!!!!


Sinopse: Briana Pinheiro sabe que não é a pessoa mais sortuda do mundo. Sempre que ela está por perto algo vai mal, especialmente no trabalho. Por isso é tão difícil manter um emprego. E a garota realmente precisa de grana, já que a pensão da família não anda nada bem. Mas esse não é o único motivo pelo qual Briana anda perdendo o sono. Quando a noite cai e o sono vem, ela é transportada para terras distantes: um mundo com espadas, castelos e um guerreiro irlandês que teima em lhe roubar os sonhos... e o coração. Depois de ser demitida — pela terceira vez no mês! —, Briana reúne coragem e esperanças e sai em busca de um novo trabalho. É quando Gael O’Connor cruza seu caminho. O irlandês de olhar misterioso e poucas palavras lhe oferece uma vaga em uma de suas empresas. Só tem um probleminha: seu novo chefe é exatamente igual ao guerreiro dos seus sonhos. Enquanto tenta manter a má sorte longe do escritório, Briana acaba por misturar realidade e fantasia e se apaixona pelo belo, irresistível e enigmático Gael. Em uma viagem à Irlanda, a paixão explode e, com ela, o mundo de Briana, pois a garota vai descobrir que seu conto de fadas está em risco — e que talvez nem mesmo o amor verdadeiro seja capaz de triunfar...“

Acompanha Máscara de Brinde somente nas compras realizadas no período de pré-venda.
O lançamento esta previsto para 22/05


Resenha A Bela e o Ferreiro




A Bela e o Ferreiro
Spindle Cove # 3.5
Tessa Dare
Gutenberg, 2016
Sinopse: Diana Highwood estava destinada a ter um casamento perfeito, digno de flores, seda, ouro e, no mínimo, com um duque ou um marquês. Isso era o que sua mãe, a Sra. Highwood, declarava, planejando toda a vida da filha com base na certeza de que ela conquistaria o coração de um nobre.
Entretanto, o amor encontra Diana no local mais inesperado. Não nos bailes de debute em Londres, ou em carruagens, castelos e vales verdejantes O homem por quem ela se apaixona é forte como ferro, belo como ouro e quente como brasa. E está em uma ferraria.
Envolvida em uma paixão proibida, a doce e frágil Diana está disposta a abandonar todas as suas chances de um casamento aristocrático para viver esse grande amor com Aaron Dawes e, finalmente, ter uma vida livre! Livre para fazer suas próprias escolhas e parar de viver sob a sombra dos desejos de sua mãe. Há, enfim, uma fagulha de esperança para uma vida plena e feliz.
Mas serão um pobre ferreiro e sua forja o felizes para sempre de uma mulher que poderia ter qualquer coisa? Será que ambos estarão dispostos a arriscar tudo pelo amor e o desejo?

Quem não se lembra de Diana? A beldade Diana, a aposta de ouro da senhora Highwood em arrumar um casamento promissor, com um aristocrata imponente, mas tudo o que não se contava é que a beldade sofreria de asma e precisaria de um lugar mais estável, perto do mar para cura-se e Spindle Cove foi o lugar escolhido por ser um reduto feminino de muito prestigio, lá elas viram e viveram muitas emoções, mas a maior de todas ainda estava por vir.

Aaron é o ferreiro da cidade, um homem importante para sua comunidade, mas acima de tudo um homem simples que sabe que não pode sonhar em ter uma lady como Diana em seus braços, mas quando ambos desejam a mesma coisa seria possível vencer obstáculos sociais?

Eu realmente esperava um livro só da Diana, ela foi uma personagem secundária importante para as tramas anteriores, ela merecia conhecer o amor, já Aaron foi uma surpresa para mim, não pela improbabilidade do romance, mas por ele ter passado tanto tempo escondidinho nos livros anteriores que eu meio que tinha me esquecido dele! Mas depois desse livro ele se tornou inesquecível!

O romance é uma gracinha, é um conto, então as coisas evoluem mais rápido, mas não menos encantadoras, o romance de Aaron e Diana promete abalar não só pelo aspecto social da época, uma vez que as classes sociais eram ditames importantes a serem preservados, mas também pelo fato de ter acontecido em segredo em Spindle Cove o lugar em que nada fica em segredo (risos).

Com uma trama já caracterizada pelo excelente nível de escrita de Tessa Dare , “A bela e o ferreiro” faz uma leve alusão ao clássico dos contos infantis em que a bela Diana se apaixona pela fera Aaron, tendo de enfrentar barreiras impostas pela sociedade e por eles mesmos que precisam assumir o que sente e encarar as consequências. Risos já são esperados, afinal Tessa se mostra aquela autora que sempre tem uma situação coringa na manga para cativar ainda mais seu leitor.

Minha única ressalva é que eu não queria que tivesse terminado. Simplesmente encantada, de novo!

Resenha A Soma de Todos os Beijos




A Soma de Todos os Beijos
Quarteto Smythe-Smith # 3
Julia Quinn
Arqueiro, 2017
Sinopse: Lorde Hugh Prentice é um gênio da matemática e teve sua perna (e sua vida) arruinada por causa de um duelo com seu amigo, Daniel Smythe-Smith.
Nesse livro, conheceremos um pouco da história de Hugh, antes e depois do acontecido. Sua família, o desespero de seu pai para conseguir que um de seus filhos lhe desse um herdeiro, visto que um não é chegado à mulheres e o outro, provavelmente terá dificuldades em encontrar uma esposa, e principalmente em ter filhos.
E, claro, sua relação de amor e ódio com Sarah Pleinsworth, prima mais velha de Daniel, que mesmo antes de conhecê-lo, já odiava Hugh por ter arruinado sua família através desse duelo.
Mas, as coisas começam a mudar quando Honoria, sua prima, pede para Hugh substituir seu padrinho no casamento e para Sarah ser sua acompanhante durante sua estadia, para que ele ficasse mais confortável diante dos familiares de Daniel. E esse tempo se prolonga, já que Daniel se casará duas semanas depois da irmã e resolve torná-los uma única festa...
É claro que eles não se dão no início, mas com o tempo, ainda mais depois do primeiro casamento, quando ela fica impossibilitada de andar, eles deixam as diferenças de lado e começam a se conhecer realmente, e, o que era ódio, acaba se tornando uma paixão avassaladora.
Mas as limitações de Hugh vão ser apenas um dos problemas que o casal enfrentará pelo caminho...

Eu me vi encantada pela história de Hugh muito antes dele ter a sua própria história, em “Uma noite como esta” ele é um ponto fundamental para que Daniel Smythe-Smith pudesse regressar e encontrar a redenção do lado da bela Anne, uma boa ação tem que ser paga com uma outra boa ação, então nada mais justo que Hugh pudesse encontrar a sua felicidade.


“Nunca voltaria a cavalgar, subir em árvores ou andar a passos largos por um salão impressionando uma dama. Havia mil coisas que nunca voltaria a fazer, e, quando achava que seria um homem quem o lembraria disso – um capaz de dançar, boxear e fazer todas aquelas malditas coisas masculinas-, era ela, lady Sarah Pleinsworth, com seus belos olhos, pés ágeis e todos os sorrisos que dera aos seus parceiros de dança naquela manhã quem o fizera. Não gostava dela. Realmente não gostava, mas, por Deus, teria vendido uma parte de sua alma naquele instante para dançar com ela.” p. 98


Três anos antes, sua vida mudou completamente, em um momento de embriaguez e insensatez ele perdeu não só um jogo de cartas, mas também um amigo e  mais do que isso perdeu boa parte de sua vitalidade e mobilidade, pois em um fatídico duelo ele acabou acertado na perna, lesionando-a gravemente. De lá pra cá Hugh encontrou muitas limitações em seu caminho, limitações físicas e mentais, lidou com dores e fantasmas e parece finalmente ter encontrado o equilíbrio que necessitava: ele conseguiu retomar a amizade com Daniel, conseguiu driblar a sede de vingança do pai e parece finalmente ter aprendido a conviver com sua situação, mas ele nunca podia imaginar que a recente convivência com Daniel faria com que ele tivesse que conviver com a prima dele, lady Sarah.

Ácida, mordaz e incrivelmente sincera Sarah é de longe uma bela definição para a família Smythe-Smith, ela nunca perdoou Hugh pelo duelo que acarretou no exílio do primo e no desconforto da família, como ela frisa foram 14 bons partidos na temporada de 1821, 14 partidos perdidos, 14 oportunidades perdidas de fugir do quarteto Smythe-Smith.

Apesar da carapaça durona Sarah no fundo quer seu final feliz, ela idealiza o casamento, os relacionamentos, preza pela família apesar de viver discutindo com as irmãs e primas, por isso, muito me identifiquei com ela e pelas farpas trocadas com Hugh eu realmente idealizava-os como casal. 

Ambos não se suportam, mas por duas semanas tem que conviver na mais perfeita harmonia em prol da felicidade alheia e talvez seja justamente nesse acordo velado que eles percebam o quão parecidos são.


“Algo parecido com admiração começou a vibrar dentro dela. Lorde Hugh continuava rude e irritante, e ela não gostava da companhia dele, mas pela primeira vez desde aquele fatídico duelo, três anos e meio antes, Sarah percebeu que o admirava. Ele era forte [...] Tinha que ser, para se recuperar daquela lesão.” p. 105


Esse foi o romance que mais gostei do quarteto até agora, não só por ter me apaixonado de cara por lorde Hugh ou por ter me identificado tanto com o jeito de Sarah, mas eu achei esse terceiro livro mais divertido por assim dizer, o clã de meninas Pleinsworth é barulhento, divertido, falante e são extremamente alcoviteiras e nem preciso dizer que amei isso.

Todo o drama fica por conta do pai de Hugh, um homenzinho realmente desprezível que promete colocar a felicidade do casal em risco, o que venceria: vingança ou amor?

Julia mais uma vez foi magistral, ela sabe encantar pelas palavras e criou cenas tão lindas e vividas que são tão claras que chegam a parecer reais. Cada discussão, beijo ou interação entre os personagens se tornou única e especial para a composição do enredo central. Foi um prazer reencontrar personagens queridos, mais uma família encantadora e avassaladora! Embarcarei na leitura do último livro e tenho certeza de duas coisas: vai ser difícil um casal desbancar Sarah e Hugh e em segundo, não to pronta pro fim da série!

 

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