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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Resenha A Grande Solidão



A Grande Solidão
Um lugar selvagem, um amor sem limites
Kristin Hannah
Arqueiro, 2018
Sinopse: Alasca, 1974.
Imprevisível. Implacável. Indomável.
Para uma família em crise, o último teste de sobrevivência.
Atormentado desde que voltou da Guerra do Vietnã, Ernt Allbright decide se mudar com a família para um local isolado no Alasca.
Sua esposa, Cora, é capaz de fazer qualquer coisa pelo homem que ama, inclusive segui-lo até o desconhecido. A filha de 13 anos, Leni, também quer acreditar que a nova terra trará um futuro melhor.
Num primeiro momento, o Alasca parece ser a resposta para tudo. Ali, os longos dias ensolarados e a generosidade dos habitantes locais compensam o despreparo dos Allbrights e os recursos cada vez mais escassos.
Porém, o Alasca não transforma as pessoas, ele apenas revela sua essência. E Ernt precisa enfrentar a escuridão de sua alma, ainda mais sombria que o inverno rigoroso. Em sua pequena cabana coberta de neve, com noites que duram 18 horas, Leni e a mãe percebem a terrível verdade: as ameaças do lado de fora são muito menos assustadoras que o perigo dentro de casa.
A Grande Solidão é um retrato da fragilidade e da resistência humana. Uma bela e tocante história sobre amor e perda, sobre o instinto de sobrevivência e o aspecto selvagem que habita tanto o homem quanto a natureza.

Que eu amo os enredo da Kristin Hannah vocês já estão cansados de saber, que eu acho ela uma autora fod@ isso também, mas em seu novo romance, Kristin surpreende por trazer no enredo uma sensação tão perturbadora de inconstância dos personagens e suas ações que prende do começo ao fim. 

A família Allbright é composta por Ernt, Cora e Leni três pessoas fragilizadas. Ernt pelo Vietnã, e mãe e filha pela situação de calamidade ao qual o pai e marido se encontra. Cora é submissa aos mandos do marido e segui-lo é tão natural que chega a ser ridículo e abusivo, mas é uma daquelas relações em que submissão e abuso são comuns. Leni, apesar de iniciar a trama com 13 anos aparenta mais maturidade e sagacidade para superar as adversidades.

Quando Ernt ganha como herança uma terra no gélido Alasca ele e sua família se mudam, deixando para tudo o que era conhecido e adentram rumo a uma nova terra, uma nova vida. O Alasca dos anos 70 é frio, selvagem e brutal, tão igual Ernt que a comparação é fácil. O Alasca podia matar, Ernt também.
O Alasca parecia ser uma tabua de salvação, mas as terras gélidas e os invernos rigorosos se provaram pouco perante a constante alteração de Ernt, o frio do Alasca, o ciúme por Cora e uma parte da comunidade local tão perturbada quanto o próprio Ernt se provaram ser uma provação para o crescimento de Leni.

Paralelamente vemos surgir um romance entre Leni e  Matthew, inicialmente um colega de escola e depois um grande desafeto de Ernt. Já deu pra pressentir o lado Romeu e Julieta da trama, não é?
Mais do que isso eu não conto, mas conto que Kristin surpreendeu mais uma vez, a frieza do Alasca atrelada com a obsessão de Ernt se mostram tão assustadora quanto os lobos que poderiam aparecer no quintal em uma tarde de inverno, é intrigante ver como mesmo um enredo se passando na década de 70 consegue ser tão atual e trazer temas intrigantes para ser debatido.

Eu também gostaria de dizer que senti muita tensão enquanto lia, tensão por conta do comportamento dos personagens, senti o medo de Leni e o desespero de Cora, senti raiva de Ernt e vibrei com Matthew. Aliás, achei bem intrigante como em meio de uma história tão triste a autora encontrou uma forma de trazer um amor puro e verdadeiro a história, quase como uma flor que desabrocha em meio ao gelo.

Kristin nunca decepcionou e dessa vez não foi diferente, a trama mostra sobre amor, dor, perda e reencontro, decepção e traz muito frio, frio por conta do medo que transpassa as páginas e chega ao leitor. Nesse livro vemos como o amor pode destruir uma família, mas como justamente o amor pode unir.

5 comentários:

  1. Aiiii que saudade daqui, nunca mais tinha vindo, meu tempo com a faculdade tá péssimo.

    Sou uma vergonha, não lembro de ter lido livro dessa autora e sempre me apaixono pelas histórias. Amei essa resenha.

    Beijos
    Moda e Eu

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  2. Nunca li nada desta autora, mas gostei dessa história. Gostei também da expressão que você usou ao se referir a história: "quase como uma flor que desabrocha em meio ao gelo."

    Me identifiquei com seu perfil, tão parecido comigo. Será por que também sou taurina? "Sair sem uma sombrinha e um livro na bolsa é quase impossível!"
    Boas leituras.

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  3. Oi Thaila! A autora sabe criar histórias bem comoventes e essa me pareceu ser bem diferente das demais dela, na verdade, o cenário é bem diferente. Adoraria ler. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  4. Oi Thaila, tudo bem?
    Ainda não tive uma oportunidade de ler nada da autora, mas as tramas criadas por ela parecem ser comoventes e cativantes. Dica anotada!!

    *bye*
    Marla
    https://loucaporromances.blogspot.com

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  5. Oie Thaila =)

    Posso colocar como meta de leitura ler algo da Kristin em 2019? rs... Sempre leio resenhas maravilhosas dos livros da autora e tudo me faz crer que elas possuem todos os ingredientes que amo em bons dramas.

    O por que eu ainda não dei uma chance a autora, só Deus sabe rs...

    Beijos;***
    Ane Reis | Blog My Dear Library.

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