Resenha O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida





O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida
Kate Eberlen
Arqueiro, 2016
Sinopse: Tess e Gus foram feitos um para o outro. Só que eles não se encontraram ainda.
E pode ser que nunca se encontrem... Tess sonha em ir para a universidade. Gus mal pode esperar para fugir do controle da família e descobrir sozinho o que realmente quer ser. Por um dia, nas férias, os caminhos desses dois jovens de 18 anos se cruzam antes que os dois retornem para casa e vejam que a vida nem sempre acontece como o planejado.
Ao longo dos dezesseis anos seguintes, traçando rumos diferentes, cada um vai descobrir os prazeres da juventude, enfrentar problemas familiares e encarar as dificuldades da vida adulta. Separados pela distância e pelo destino, tudo indica que é impossível que um dia eles se conheçam de verdade... ou será que não?
O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida narra duas trajetórias que se entrelaçam sem de fato se tocarem, fazendo o leitor se divertir, se emocionar e torcer o tempo todo por um encontro que pode nunca acontecer.

Eu realmente acredito em almas gêmeas, almas que nasceram para ficar juntas e que de alguma forma irão se encontrar em um dia, lugar e hora que marcará para sempre a suas vidas. O momento decisivo de Gus e Tess aconteceu quando ambos tinham dezoito anos, na bela e romântica Itália, mas em vez de um romance seus caminhos se cruzaram brevemente e cada um seguiu sua vida, com seus problemas e desafios da chamada vida adulta.


“Se eu tivesse chegado um instante mais tarde ao anfiteatro ou me espremido no fim de uma fileira de cadeiras em vez de começar uma nova provavelmente teria conversado com outras pessoas. ou será que não é assim que funciona? [...] Achamos que escolhemos nossos amigos, mas, talvez, seja apenas obra do acaso.” p. 56


Tess é a jovem que teve sua vida moldada pelo destino, no fim ela foi a garota que abdicou da faculdade para cuidar da mãe doente e da irmã pequena. Gus foi moldado para ser tudo o que o pai desejava e que não pode ser realizado pela morte iminente de seu irmão, o primogênito e sempre o mais ajustado para a família.

São dezesseis anos! Dezesseis! Entre casamentos, filhos, carreiras, abonanças e desavenças o leitor irá perceber como o destino e os acasos foram juntando e na hora “H” separando esse casal. Os capítulos são alternados, Gus e Tess narram seus feitos, seus sonhos e problemas e ao mesmo tempo em que narram suas histórias o leitor é conduzido a indagar sobre os possíveis encontros que não acontecem, aquele pequeno segundo que separou, por aquele inconveniente no último momento... tanta coisa impediu que esse casal tivesse uma história de amor, a todo o momento você se perguntará: eles terão o “e viverão felizes para sempre”?


“É engraçado, não é? Temos dicionários cheios de palavras incríveis, mas a única frase que os seres humanos inventaram para expressar sua paixão singular e infinita são quatro silabas pequeninas e inadequadas.” p. 424


Confesso que Gus me deu nos nervos no começo, o menino magrelo sem graça e sem opinião própria que deu as cabeçadas da vida, umas bem feias mas no final conseguiu me conquistar, pois ele conseguiu se redimir, não conscientemente, mas a vida o fez se redimir.

Já Tess é a personagem com a qual gostaria de passar horas conversando, eu me vi muito nela, pelos momentos, pelas decisões, pelas angustias e também pelos sonhos e ambições. A inquietação dela, os problemas, as cabeçadas com a vida, a persistência me impressionaram, mesmo não estando de acordo com todas as suas atitudes.

O bacana da história é que não é uma trama romantizada, é uma trama humanizada. Os personagens cometem erros, você terá raiva, se perguntará o porquê de algumas atitudes, você se emocionará, vai querer poder dar consolo, aquele colinho de mãe, você vivenciará a trama.


“Não é estranho pensar que milhares de casais vão se encontrar pela primeira vez esta noite? E alguns deles vão durar duas semanas e outros vão estar juntos daqui a vinte anos, mas nenhum deles sabe disso ainda...” p. 96


Eu fiquei horas divagando exatamente sobre quantos Gus e Tess estão por ai, se cruzando e descruzando, sem se esbarrarem, sem darem a oportunidade de seus destinos se conectarem... Será que eu mesma já passei por isso? é uma trama tão real, tão possível que você se pega imaginando, criando possibilidades.
A capa é um show a parte, é bem condizente com a história, retrata esses desencontros constantes, sem falar da combinação de cores que ficou incrível! É atrativa na medida certa e o título deixa muitas expectativas no ar. É mais uma daquelas leituras que você termina, mas que não sai de você. Realista e romântica na medida certa para encantar.

7 comentários:

  1. Oi, Thay. Que resenha maravilhosa! Eu estou bem animada para ler esse livro, mas espero muito que eles fiquem no final.
    Beijo! Leitora Encantada

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  2. Auuunw, eu estou começando a ler esse livro, e estou curiosa para ver o que vai dar HAHAHAH :)

    bela resenha.

    beeijão
    http://www.carolhermanas.com.br/

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  3. Eu já estava com vontade de ler este livro, mas agora eu preciso ter este livro aqui comigo logo.
    Adoro essas histórias assim!!! Fiquei enlouquecida. A sinopse não passa esse amor todo!!! :O
    Como vou viver agora??

    Quero este livro já!!

    Bjksssssss

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  4. Gostei da resenha Thaila. Parece ser um lindo romance e pelo visto bem emocionante. Beijo!

    www.newsnessa.com

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  5. Oi Thaila!
    Que coincidência, acabei de escrever a resenha desse livro!
    Eu também adorei e concordo com você em relação ao Gus, no final ele me conquistou.

    Beijos,
    Sora - Meu Jardim de Livros

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  6. Oi Thaila! Não tinha dado muita bola o livro, mas depois de ler algumas resenhas mudei de opinião. Quero muito conhecer este casal.
    Bom domingo. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  7. Oi Thaila! Tudo bem? Que resenha linda, tb acredito em almas gêmeas! Não li o livro ainda, mas a história de Gus e Tess parece ser emocionante!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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