De uns tempos pra cá tenho enfrentado uma ressaca
bem brava e o blog não estagnou por conta de algumas resenhas que eu já tinha
escrito e programado (UFA!), mas enquanto eu tentava sair desse momento bem
ruim que todo leitor passa de vez em quando eu fui arriscando a ler alguns
livros que há muito estavam parados na minha estante-armário. Um deles é “O lugar da felicidade”, como podem
conferir pela sinopse:
Ao
partir para Nova York para ajudar a cuidar da filha grávida, Annabelle McKay
reencontra seu antigo amante, e a antiga paixão se reacende. Diante de uma
segunda chance de viver um amor inesquecível, ela tem de escolher entre o homem
que faz o seu coração bater rápido e o marido apaixonado que resistiu fielmente
a seu lado há quase 30 anos.
Em vez de vir resenhá-lo venho dizer que ele foi
categoricamente abandonado! Não passei da página 43... isso mesmo, de um livro
com 317 páginas li apenas 43 e não sai disso...
Fiquei bem decepcionada com a trama, mas também sou
teimosa e compro um livro que fala justo sobre traição conjugal ago que não
consigo aceitar... Tenho uma mente mais retrograda nesse sentido, não consigo
perdoar traições de todas as formas e creio que nunca perdoaria uma traição de
alguém que amo e com quem compartilho a vida. Fui criada com a versão romântica
do casamento, cuja premissa esta em amar e honrar o seu conjugue. Deixar de
amar não é desonra ao compromisso com seu parceiro e uma promessa com Deus, mas
trair deliberadamente é.
Então devem estar se perguntando por que cargas d’água
comprei um livro que claramente vai contra todos os meus instintos. Simples:
impulso! Tenho esses acessos de vez em quando e num desses comprei o livro em
promoção, uma vez que, contra todas as possibilidades a sinopse me atraiu.
Só que entre as muitas sensações que a história
poderia me despertar, contraditoriamente as expectativas, foram sensações
negativas.
Ver Annabelle narrando seu amor proibido e as formas
como essa ânsia de amá-lo magoou pessoas demais me deu bastante raiva, creio
que esse foi um dos principais motivos de ter abandonado a trama.
Annabelle é uma mulher madura em idade, mas que
parece não ter a consciência de seus atos do passado ou a maturidade que o
tempo teoricamente traria, ela narra com naturalidade e com uma hipocrisia que
me irritou profundamente, ela não parece verdadeiramente sentida em ter tido um
caso extraconjugal. Entendo que amor é algo forte e que em muitos casos pode
consumir a sensatez de uma pessoa, que ao mesmo tempo em que cura ele também
fere, não me agrada ver esse lado obscuro do amor.
Como podem ver a escolha não foi das mais ideais
para me tirar de uma ressaca, mas o livro encalhado ficará mais um tempo na
minha estante, esperando uma nova oportunidade, quem sabe eu seja mais
benevolente com Annabelle e com sua história em um futuro.
