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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Abandonei... O lugar da felicidade


Oi gente, vocês sabem que eu sou turrona quando se trata de livros, eles são a minha paixão e vicio e mesmo quando a história não é lá aquela maravilha eu sempre busco lê-la até o final para encontrar algo que a torne significativa.
De uns tempos pra cá tenho enfrentado uma ressaca bem brava e o blog não estagnou por conta de algumas resenhas que eu já tinha escrito e programado (UFA!), mas enquanto eu tentava sair desse momento bem ruim que todo leitor passa de vez em quando eu fui arriscando a ler alguns livros que há muito estavam parados na minha estante-armário. Um deles é “O lugar da felicidade”, como podem conferir pela sinopse:

Ao partir para Nova York para ajudar a cuidar da filha grávida, Annabelle McKay reencontra seu antigo amante, e a antiga paixão se reacende. Diante de uma segunda chance de viver um amor inesquecível, ela tem de escolher entre o homem que faz o seu coração bater rápido e o marido apaixonado que resistiu fielmente a seu lado há quase 30 anos.

Em vez de vir resenhá-lo venho dizer que ele foi categoricamente abandonado! Não passei da página 43... isso mesmo, de um livro com 317 páginas li apenas 43 e não sai disso...
Fiquei bem decepcionada com a trama, mas também sou teimosa e compro um livro que fala justo sobre traição conjugal ago que não consigo aceitar... Tenho uma mente mais retrograda nesse sentido, não consigo perdoar traições de todas as formas e creio que nunca perdoaria uma traição de alguém que amo e com quem compartilho a vida. Fui criada com a versão romântica do casamento, cuja premissa esta em amar e honrar o seu conjugue. Deixar de amar não é desonra ao compromisso com seu parceiro e uma promessa com Deus, mas trair deliberadamente é.
Então devem estar se perguntando por que cargas d’água comprei um livro que claramente vai contra todos os meus instintos. Simples: impulso! Tenho esses acessos de vez em quando e num desses comprei o livro em promoção, uma vez que, contra todas as possibilidades a sinopse me atraiu.
Só que entre as muitas sensações que a história poderia me despertar, contraditoriamente as expectativas, foram sensações negativas.
Ver Annabelle narrando seu amor proibido e as formas como essa ânsia de amá-lo magoou pessoas demais me deu bastante raiva, creio que esse foi um dos principais motivos de ter abandonado a trama.
Annabelle é uma mulher madura em idade, mas que parece não ter a consciência de seus atos do passado ou a maturidade que o tempo teoricamente traria, ela narra com naturalidade e com uma hipocrisia que me irritou profundamente, ela não parece verdadeiramente sentida em ter tido um caso extraconjugal. Entendo que amor é algo forte e que em muitos casos pode consumir a sensatez de uma pessoa, que ao mesmo tempo em que cura ele também fere, não me agrada ver esse lado obscuro do amor.
Como podem ver a escolha não foi das mais ideais para me tirar de uma ressaca, mas o livro encalhado ficará mais um tempo na minha estante, esperando uma nova oportunidade, quem sabe eu seja mais benevolente com Annabelle e com sua história em um futuro.