domingo, 17 de junho de 2018
quinta-feira, 7 de junho de 2018
O Sol também é uma Estrela vai virar filme!
Isso mesmo galera! E o mais legal é que já temos os
protagonistas!!!
Nosso Daniel será O ator Charles Melton, conhecido por seu papel na série Riverdale, foi
anunciado recentemente pela própria autora em sua conta no Instagram. Já Natasha
esta com uma atriz escolhida desde fevereiro desse ano Yara Shahidi.
Nicola também dividiu alguns momentos dos bastidores das filmagens:
A sinopse do livro de sucesso de Yoon que será base
para adaptação.
Natasha:
Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem
no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o
tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra
numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de
ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha
história.
Daniel:
Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes
expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas,
quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar
que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois.
O
Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um
milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?
Ah, o filme é uma produção da Warner Bros. e a
estreia está prevista para maio de 2019, mas a gente já começa a contar nos
dedos pra esse lançamento desde agora! Se prepara galera, vem filmão por ai!
terça-feira, 5 de junho de 2018
Resenha O segredo de Helena
O segredo de Helena
Lucinda Riley
Arqueiro, 2018
Sinopse: Helena nunca esqueceu o verão que passou na
mágica Pandora, a casa de seu padrinho no Chipre, onde, cercada por oliveiras e
pelo verde-esmeralda do Mediterrâneo, ela se apaixonou pela primeira vez, aos
15 anos. Mais de duas décadas depois, tendo herdado a antiga propriedade, ela
retorna a Pandora para mais um verão, dessa vez em companhia do marido e dos
filhos. NO entanto, Helena sabe que voltar àquele lugar pode trazer à tona
segredos que ela preferia esconder. Um desses segredos envolve Alex, seu filho
mais velho, fruto de uma relação anterior a seu casamento. Com uma inteligência
acima da média, ele vive a difícil transição para a vida adulta e está
determinado a descobrir a identidade de seu verdadeiro pai. Enquanto o verão
avança e pessoas do passado de Helena reaparecem, Pandora parece pronta a
revelar os mistérios que ocultou por tantos anos e que, uma vez descobertos,
farão com que a vida de Helena, e de sua família, nunca mais seja a mesma.
Mais um livro de
Lucinda Riley no mercado, mais um livro que chega cheio de expectativas e com
uma capa maravilhosa, dessa vez a protagonista da história é Helena, uma mulher
cheia de segredos que parte junto com a família para uma casa intitulada
Pandora, no Chipre para as férias que prometem ser decisivas.
“Então, reflito, o que aprendi nestas férias? Que existem todos os tipos de amor, e que ele vem em toda sorte de moldes e formas. Pode ser conquistado, mas não comprado. Pode ser dado, mas jamais vendido. E, quando está presente de verdade, ele gruda pra valer. Esse tal de amor” p. 399
Quem nos conta história
é Alex, seu filho mais velho, que dez anos depois pisa novamente em Pandora e
como a caixa grega mística libera alguns segredos ao leitor. Numa relação de
passado por meio das histórias do diário do jovem Alex, na idade de então seus
treze anos podemos descobrir um pouco mais da misteriosa Helena.
Pela sinopse e também
pelo desenrolar inicial da trama pensei que o enredo já estava definido e de
fácil conhecimento, ledo engano! Lucinda foi ao passo que uma verdadeira
contadora de histórias, foi aos poucos dando as informações para finalmente
conhecer e confrontar quem de verdade é Helena. Muito pouco sabemos sobre ela,
mas é facilmente imaginado uma mulher forte e com uma certa tristeza em seu
olhar.
E o ponto alto da trama
é justamente ir desvendando quem é Helena, no inicio temos um enredo óbvio
demais que faz você ficar naquela de “será?”, aquela ansiedade em descobrir, mas
pra mim tem muita, mas muita demasia, demasia de personagens secundários que
apesar de darem uma boa composição ao enredo também conseguem desgastar em
alguns momentos, tem uma demasia de descrição do lugar que não enjoa, o que é
um ponto positivo, aliás, pois quem não quer conhecer Chipre? E conhecer um
lugar pelos olhos de Lucinda é estar no lugar sem sair da própria casa!
Confesso que senti
falta da narração da própria Helena, ninguém pode nos contar sua história do
que a própria pessoa. Conhecê-la aos olhos de Alex me deu uma certa impressão
de “falta algo”. Aliás, quem está acostumado aos livros de Lucinda sabe que
esse jogo de histórias cruzadas e passado e presente são características
fundamentais da escrita dela e eu confesso que senti falta disso nessa história
em especial.
Temos, claro, muitas
surpresas, mas no geral “O segredo de Helena” consegue, a meu ver, ser um livro
mediano dado a autora que o assina, talvez sejam as minhas altas expectativas
de novo, mas falou em Lucinda eu já penso naquele livrão maravilhoso, que vai
me fazer virar a noite acordada e tal e uma trama mais morna meio que me
murchou. Esse seria um excelente livro se não viesse com a carga de expectativa
que o nome Lucinda Riley tem pra mim, fica a dica pra um leitor que esta
começando a buscar novos autores, leia esse, se encante e leia os demais da
autora, pra você que assim como eu já acompanha o trabalho, menos expectativa,
mais mente aberta!
domingo, 3 de junho de 2018
Para Refletir #130
Senta que
lá vem textão! Textão em pleno domingo, final de feriado? Sim, sim!
Vamos
falar um pouquinho sobre tudo? Bora falar desse mundo às avessas? Bora falar
de reciprocidade? É aquela palavrinha bonita, que todo mundo gosta de
usar, mas de verdade, na prática, temos encontrado tão pouco disso que me
assusta, o que me assusta de verdade é a incapacidade do ser humano em entender
o seu próximo, de olhar para além da pessoa que está na sua frente.
A gente
julga, aponta, afronta e se afasta como se não importasse, às vezes nem se
importa mesmo. Cadê a empatia? Cadê por em prática amar os outros como a ti
mesmo? Ou seguir o mandamento chinês "me ame quando eu menos merecer, pois
é quando eu mais preciso", as pessoas passaram a ignorar a dor alheia,
focado em seu próprio mundo e escolhas, às vezes o outro quer apenas
magicamente que você fique feliz com um pouquinho de purpurina mágica jogada na
sua cabeça, e tcharan "felicidade"... Mas, aí você se retrai mais,
diminui o sorriso, muda caminhos, muda a conversa e ao mesmo tempo em que pede
ajuda, esconde o que sente. E você se retrai, diminui e ao passo culpa as
falhas dos outros contigo.
Aí entra
num outro tópico bacana pra falar. Quem é que no fundo te machuca? As pessoas
com suas atitudes ou você com as suas expectativas?
Sinto em
dizer, meu anjo. É você que permite que os outros te magoem, você e as suas
expectativas, você e a sua estranha fala de "confio de olhos
vendados", aí você confia, descobre alguns vacilos, se chateia, chora, confronta,
se adapta, volta a se decepcionar e fica triste. Então, meu anjo, você que
colocou muitas expectativas naquela pessoa, você que se viu no reflexo dela e
achou que as mesmas atitudes que você teria o outro também deve ter, leda
ilusão.
Você é dono das suas ações, dono das suas
escolhas e só das suas. As dos outros já tá explícito, são do outro!
Todo
mundo tem prioridades, é intrínseco, natural e inconsciente...
Comprar
uma blusa nova ou guardar o dinheiro?
Carro ou
viagem?
Faculdade
ou rolê?
Os de sempre
ou as novidades que a vida traz?
Tudo é
questão de escolha e prioridade. Eu afunilo o que quero, descarto o que não me
faz falta e bola pra frente. Ruim? Demais! Ainda mais se você acha que é
prioridade e se torna segundo plano. Mas fica a dica: só você pode se por em
prioridade, você! Por você, pra você. Você conhece o que dói, o que magoa,
conhece o que faz rir, você é sua história então para de ter medo de viver e se
joga, para de ter medo de não dá certo e se arisca. Se descubra, se arrisque,
se permite, se evolua.
Eu sou
uma das pessoas que mais sofre com isso, eu sempre espero muito de mim no outro,
seja nas atitudes, palavras ou sentimentos e quando o outro me magoa eu fico
imensamente triste, imensa e intensamente triste. O não cuidado machuca, mas
machuca mais ainda se ele não parte de você em primeiro plano.
Não é egoísmo
pensar primeiro em ti, não é mesmo! Egoísmo é se machucar pelo que sente em
detrimento das ações dos outros. Não de as pessoas poderes que não tem. Simplesmente,
não dê!
Você é o
seu senhor, só você. Não deixe mais que as pessoas e as suas não escolhas, as
suas não atitudes te restrinjam. Você precisa viver uma relação de empatia e
reciprocidade com você antes de tentar abraçar o mundo.
domingo, 27 de maio de 2018
Vamos falar sobre série?
Thirteen Reasons Why ganhou uma segunda temporada
com estréia em 18 de maio pela Netflix, ansiosa como eu estava quis aproveitar
ao máximo esses 13 novos episódios. Terminei a série ontem para ser sincera e
depois de digeri-la quis trazer algumas considerações, pois acredito que é
interessante debater o assunto.
Todos sabem que a 2ª temporada se inicia com o processo
movido pela família Baker contra a escola na qual sua filha Hannah estudava e
sofreu bullying de forma maciça e cometeu seu suicídio. Muitos ganchos foram
deixados para serem explorados e confesso que estava bem animada para o
delinear dessa nova temporada.
Cinco meses se passaram desde o fatídico dia do suicídio
de Hannah e enquanto todos tentam levar uma vida normal, vemos o sofrimento de
Olivia Baker em perder a filha de forma tão trágica e sua luta por justiça. Essa
dor é um pouco nossa enquanto expectador, porque sim cai aquela ficha de “sim,
Hannah esta morta”, ao passo que Clay tenta se reconstruir da perda que sofreu
pela garota que amou desde sempre.
Quando fotos polairods começam a chegar, dando indícios
que o colégio Liberty é mais ameaçador do que se imagina e o julgamento do caso
Hannah se inicia a trama ganha novas nuances, dando um ar misterioso e
intrigante a trama.
Um dos questionamentos que sempre ficaram seria se a
personagem Hannah teria participação nessa segunda temporada e o que muito me
agradou foi o fato de sim, Hannah está presente. Ainda é a história dela e
ninguém realmente estava pronto para dar adeus a ela. Hannah é um fantasma para
Clay, com quem ele interage naturalmente e por meio de flashbacks que contam um
pouco mais de quem era na verdade Hannah Baker.
Eu também gostei do fato de que cada depoente no
caso trouxe mais sobre Hannah, quem ela era, como ela era, mas não pense que
foi de forma romantizada. Afinal, ninguém é a mocinha todo o tempo isso
aproximou Hannah de ser uma pessoa de verdade, com falhas, segredos, medos e
anseios.
Ao final, é percebível uma reflexão: não foi cortar
os pulsos que levou Hannah a morte, não foi a depressão. As pessoas foram as
culpadas, todos, absolutamente todos tiveram uma parcela de culpa na morte
cruel de uma adolescente. Com sinceridade digo, o suicídio de Hannah é um
alerta para nós mesmos, as pessoas julgam, as pessoas acusam sem saber, as
pessoas se afastam, se omitem e não oferecem apoio. Todos os dias nos tornamos
um pouquinho mais egoístas, menos empáticos, menos preocupados com os outros e
mais com o tido “venha nosso”. Todos sabem que podem fazer um pouco mais,
entretanto não fazem.
Outro ponto relevante foi dar vez e voz a outros
personagens, aos seus próprios problemas e como seriam resolvidos.
Isso deu maior visibilidade e possibilidades de conhecermos
cada um dos porquês de Hannah mais a fundo, seus medos, falhas, seus
arrependimentos ou não.
Se eu aceitei o final? Não!
Não aceitei, pois queria que as coisas tivessem se delineado
de forma mais diferente, mais justa, mas peraí? Não é isso que acontece todos
os dias? As injustiças estão ai, mas a série mostra que é preciso lutar contra
o sistema, de se expor, de falar sobre.
A sociedade ainda vê com certas desconfianças temas
fortes como abuso sexual, suicido, dependência química e afins, é do cotidiano,
infelizmente, mas ninguém quer falar sobre, parece que se eu não falar, você
não falar, nós não falarmos, pronto! Não existe. Eu tenho comigo de que
justamente esses temas deveriam ser mais e mais falados, debatidos a exaustão!
Se a série te faz passar raiva? Sim! exatamente por
não traçar um “felizes para sempre” a série te faz passar raiva, você sabe o
que é o certo, mas nem sempre o lado certo ganha, mas isso não quer dizer que
você não deva fazer, você tem que fazer exatamente para ter a oportunidade de
mudança.
Se a série choca? Sim! Muito, aliás. Sem floreios,
com muitos socos na cara e muitas reflexões a série mostra o quanto podemos ser
prejudiciais para as pessoas, o quanto necessitamos de ombros amigos e uma incansável
coragem de lutar contra um sistema tão opressor. O que aconteceu com Hannah,
Jessica, Tyler, suas opressões e abusos, são fatos que acontecem diariamente
com jovens ao redor do mundo, eles são um reflexo da sociedade, uma forma de
dar voz a tantos outros que se sentem excluídos, feridos, abandonados,
desesperançados.
Como educadora
eu me vi muito perturbada pela imagem que o colégio passou: omisso, despreocupado,
desatencioso, repulsivo e permissivo. As pessoas precisam ser mais atentas, a
escola não pode ser um ambiente de medo e transtorno, atenção e cuidado são
necessários em todas as fases da vida.
Eu acredito na existência de uma terceira temporada,
talvez por ainda acreditar em uma luz no final do túnel, por acreditar em
justiça e, principalmente, quero essas pontas soltas bem amarradinhas! Com um
enredo intrigante, chocante e atual, Thirteen Reasons Why conta com boas
atuações e uma trilha sonora de primeira categoria, haverá personagens que ganharão
seu coração outros você mesmo vai querer mandar pro inferno, mas é uma boa
série.
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