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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Resenha A lua de mel




A lua de mel
Sophie Kinsella
Record, 2013
Sinopse: Ao se dar conta de que o namorado nunca vai pedir sua mão em casamento, Lottie toma uma decisão. Termina o compromisso com ele e diz o tão sonhado sim a Ben, uma antiga paixão, com quem ela havia prometido se casar se ambos ainda estivessem solteiros aos 30 anos. Os dois então resolvem pular o namoro e ir direto para uma cerimônia simples e seguir para a lua de mel em Ikonos, a ilha grega onde eles se conheceram. Mas Fliss, a irmã mais velha da noiva, acha que Lottie enlouqueceu. Já Lorcan, que trabalha na empresa de Ben, teme que o casamento destrua a carreira do amigo. Fliss e Lorcan então elaboram um plano para sabotar a noite de núpcias do casal e impedir que os noivos cometam o maior erro de suas vidas.

Lottie e Richard têm o relacionamento perfeito, ambos são bem sucedidos, tem estabilidade e mantêm um namoro de dar inveja aos comerciais de margarina. Assim como muitas mulheres, Lottie tem aquele anseio pelo casamento e é só juntar dois mais dois, afinal quando já se tem o namorado dos sonhos e um convite para comer num bom restaurante resultaria em anjos tocando a marcha nupcial... ou não!

O não pedido de casamento despertou uma crise incontrolável no casal, agora separados, Richard e Lottie seguem seu próprio rumo e tudo fica ainda mais complicado com o ressurgimento de Ben, o antigo amor de verão de Lottie.

Ben e Lottie se conheceram na Grécia, no auge da juventude, do sexo sem compromisso e das longas horas a beira mar, numa pensãozinha simples... no celebre de um amor assim, ambos prometem que se estiverem solteiros até os 30 anos se casarão e mesmo com um certo atraso, Ben reaparece para cobrar a promessa e não é que Lottie aceita!

Em contrapartida, temos Fliss, a irmã de Lottie... que vive amargurada com o divórcio, enquanto cria o filho praticamente sozinha e remói todos os defeitos do ex. a ideia da irmã caçula ter seu conto de fadas vai por água abaixo com o fim do namoro com Richard e nada desagrada mais Fliss que a possibilidade de Lottie se tornar alguém como ela em breve, portanto, #partiu impedir uma consumação!

Afinal, não pode ter salsicha no bolinho!

Os capítulos são narrados alternadamente entre as duas irmãs, o que eu adoro em livros e mais ainda em chick lit, afinal uma personagem confusa e divertida é bom, mas duas é maravilhoso! São mais confusões e mais risadas!

A Grécia nunca mais seria a mesma! Com um cenário paradisíaco e muitas confusões envolvendo um hotel com empregados malucos, todos os problemas imagináveis e principalmente muitas risadas são um prato cheio para compor a história.

Eu confesso que embalei a leitura depois do casamento de Ben e Lottie e a partida para a lua de mel, é ai que as coisas tomam forma e ficam divertidas, antes achei que Lottie foi uma boba precipitada e inconsequente, afinal o Ben de hoje poderia ser bem diferente do das suas lembranças, por isso até que gostei das maiores enrascadas que ela se mete.

Já Fliss me lembrou um pouco eu mesma, meia controladora e com essa veia maluca de tentar proteger a quem se ama desesperadamente por acreditar ter a sabedoria para responder todas as questões, mas no fim ter uma vida mais enrolada que um nó duplo, ela e seu filho Noah protagonizam cenas hilárias!

E o senhor Ben? Confesso que no começo até que estava gostando dele, durante muito tempo idealizei o enredo de uma forma pela leitura da sinopse, mas como dizem as ações falam mais, então aguardem e que graças a ele e com ele o livro é cheio de momentos cômicos! Vocês vão rir, mas vão querer acertar uma paulada nele...

E Richard, que graças ao seu chova-não-molha despertou essa situação! Será que ele esta fora de campo? Será? Será que vai ter triângulo amoroso? E por fim Lorcan, amigo/conselheiro/juízo de Ben... talvez seja ele que efetivamente tenha juízo nesse monte de malucos.

Como vocês viram com personagens tão diferentes em um enredo mais diferente ainda não da pra esperar que a trama seja linear ou maçante, portanto divirta-se com as confusões e o jeito encantador, único, divertido e surpreendente que é a marca registrada de Sophie Kinsella.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Resenha Bem-Casados





Bem-Casados
Quarteto de Noivas # 03
Nora Roberts
Arqueiro, 2014
Sinopse: Bem-casados, terceiro livro da série Quarteto de Noivas, é uma linda história sobre a doçura do amor. Quando terminar de lê-lo, você terá certeza de que os sonhos podem se realizar das formas mais inesperadas. Parker, Mac, Emma e Laurel, amigas de infância, ganham a vida realizando o sonho de inúmeros casais apaixonados. As quatro são proprietárias da Votos, uma empresa de organização de casamentos. Após ter trilhado um caminho muito duro para conseguir ser alguém na vida, Laurel McBane se tornou a criadora dos bolos e quitutes mais lindos e saborosos do estado. Ela preza sua independência acima de tudo e não aceita que ninguém interfira em suas decisões. Talvez por isso, apesar do sucesso profissional, ainda não tenha se entregado ao amor. Apaixonada desde sempre por Delaney Brown, irmão de Parker, ela nunca teve coragem de revelar seus sentimentos. Afinal, sabe que é como uma irmã para ele. Advogado da Votos, Del se sente responsável por cuidar não só dos assuntos burocráticos da empresa, mas também do bem-estar das quatro sócias. Porém, sua postura paternalista e superprotetora começa a gerar desentendimentos entre ele e Laurel. Mas essas diferenças de opinião também fazem ferver uma química que vinha cozinhando em fogo brando havia muito tempo, acendendo uma faísca que eles não sabem se conseguirão – ou se querem – conter. Agora Laurel e Del precisarão conciliar suas convicções e personalidades para que o orgulho não fale mais alto que a paixão.

Meu lado gulosa diz que o melhor de um casamento é sempre o bolo então já imaginam como foi delicioso ler uma história que envolve tanto açúcar desde o título... confesso que dos quatro livros estava realmente ansiosa para ler este, Laurel e Del tinham dado indícios nos livros anteriores que sua história seria de tirar o fôlego, e foi mesmo!

A vida de Laurel não foi fácil, a falência e os escândalos envolvendo o pai dela foram cruciais para que a menina se tornasse desconfiada, seu verdadeiro e único porto seguro foi a amizade que a mesma manteve com Emma, Parker e Mac que se intensificou com a abertura da Votos.

Em meio ao turbilhão de açucares, confetes e recheios, nossa Laurel ainda sonha com aquele amor impossível que atende pelo nome de Delaney (MARAVILHOSO) Brown, o irmão de Parker, o cuidador, o protetor...

Confesso que tenho uma queda por enredos assim, com essa amizade escondendo um sentimento maior, do carinho que vira amor, esses momentos compartilhados que a gente não sabe quando o sentimento mudou é realmente o meu tipo favorito de romance e Nora caprichou neste.


“Depois, sozinha em meio ao silencio, encostou-se na porta e relaxou. Fizera amor com Del. Dormira na cama dele, acordara a seu lado. Uma vida inteira de sonhos se tornara realidade em uma noite, e agora, só, ela podia relaxar, rir como louca, envolver o próprio corpo com os braços, sentir-se tola e totalmente maravilhosa.” p.139


Del sempre viu Laurel como uma de suas meninas, uma amiga e irmã postiça. Ele foi realmente meio lerdo para compreender os sinais da guria, mas também demorou pra identificar os seus próprios sinais de que algo estava mudando, então é claro que a trama ganhou aquele ar romantizado.

Laurel e Del brigam bastante, os dois são geniosos e explosivos, então já podem imaginar que nenhum dos dois mede esforços para provar que estão certos e apesar de isso gerar inúmeros desentendimentos também a oportunidade de acompanhar as reconciliações! Del tem esse lado protetor e cuidador nato, enquanto Laurel vive o impasse da questão das classes sociais que os dividem e que por muito tempo a fizeram se sentir inferior.

Como vocês podem ver tem muito pano pra manga nessa história e com certeza vocês viverão inúmeras emoções com esse casal determinado e apaixonante. Além do romance é bacana ver o relacionamento das meninas que já encontraram seus pares ideais, a amizade das meninas e o companheirismo e amor familiar que elas criaram é muito bonito de se ler e de se imaginar. A capa é um charme a parte e a descrição dos bolos, Meu Deus, que gordice!  É uma história que literalmente dá água na boca!
E que venha Parker, a mais sóbria das amigas.



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Resenha Ligeiramente Pecaminosos




Ligeiramente Pecaminosos
No início era apenas uma farsa divertida, mas se tornou uma atração inegável
Os Bedwyns 5/6
Mary Balogh
Arqueiro, 2016

Sinopse: Em meio à Batalha de Waterloo, lorde Alleyne Bedwyn é ferido e dado como morto pela família. Ao acordar, ele se vê no quarto de um bordel sem lembrar quem é ou como foi parar ali. Sua única certeza é que deseja conquistar o coração do anjo que cuida dele todo dia.
Contudo, assim como ele, Rachel York não é quem parece. Depois de enfrentar uma situação difícil, que a levou a viver numa casa de pecados, agora a bela e inteligente jovem precisa recuperar seu dinheiro e as economias das amigas prostitutas, roubados por um falso clérigo. E o belo soldado de quem vem cuidando parece perfeito para se passar por seu marido e ajudá-la em seus planos.
Porém, apesar de ter perdido a memória, Alleyne não perdeu nada de sua sedução. De volta a Londres, os dois se envolvem em um escândalo pecaminoso e, a cada beijo, esquecem que seu relacionamento é apenas uma farsa e ficam mais perto de se entregar à paixão.
Neste quinto livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh apresenta um romance repleto de humor, com personagens carismáticos que o leitor não conseguirá abandonar ao fim da história.

Alleyne desde o livro anterior tem sido meu Bedwyn favorito, ele meio que me deixou surtada em Ligeiramente Seduzidos, essa Balogh sabe como mexer com seu leitor ao longo da série! Se você não sabe muito bem do que eu to falando ai vai um resuminho, nada de spoiler: Alleyne estava a serviço na grandiosa batalha de Waterloo contra as forças napoleônicas, mas o galã foi ferido em batalha e dado como morto. Era ou não era pra descabelar qualquer fã de bons romances?

Enfim, foi com grande satisfação que esperei por esse romance e principalmente por ser do meu novo queridinho, mas nem nos meus mais loucos sonhos eu ia imaginar que Alleyne acordaria justamente em um bordel.... hummm danadinho! 

Brincadeiras a parte, o jovem Bedwyn acordou num bordel sim, mas sob as circunstâncias diferentes, nosso galã foi encontrado gravemente ferido pela bela Rachel, ou nas palavras de Alleyne “um anjo dourado”.
Rachel esta sim em um bordel, mas também sob circunstâncias escusas, a jovem esta sem família e sem recursos e se viu a deriva quando confiou em um homem que roubou tudo dela e de suas amigas, pessoas que levam uma vida de prostituição, mas que são moças que como ela sonham com a bondade, com um futuro melhor.


Achei bem estranho a forma com a qual o destino e nossa querida autora usaram como artifício para colocar Rachel no caminho de Alleyne, mas ao mesmo tempo percebo que Balogh quis trazer a verossimilhança pra sua história, valendo-se de história para compor a trama.



Alleyne pode estar recuperando o corpo, mas sua mente esta confusa e simplesmente branca, sem memórias, nem mesmo o seu nome ele consegue se lembrar, por isso se tornar o jovem Jonathan Smith lhe parece uma alternativa provisória e mais cabível. 

Mas algo que não lhe parece cabível é a atração que ele sente por Rachel... quem seria ele? Com quem teria vínculos? Seria casado? Filhos? Mas como não tirar da cabeça alguém tão doce e gentil?


“Eu sei quem você é. Não sei o que foi a sua vida. Não conheço nenhuma história sua a não ser as que compartilhei. Mas sei que você é um homem cheio de vida, de riso, generosidade e ousadia. Não acredito que suas qualidades essenciais tenham mudado. Você ainda é você [...] sim, eu conheço. Gostaria de poder chamá-lo pelo verdadeiro nome, pois é algo importante, torna-se parte da identidade da pessoa. Ainda assim, eu conheço você.” p. 193


Já Rachel sabe que pode ajudar as amigas em busca de justiça, pois ela tem uma herança para receber, mas seu temível tio só libera a herança se aprovar o marido ou caso ela complete 25 anos, mas isso só aconteceria em 3 anos e ninguém pode esperar tanto! Principalmente se esta em busca de um patife.
Como forma de gratidão Jonatha/ Alleyne topa fingir ser o marido de Rachel e recuperar a herança, mas uma farsa pode se tornar realidade? Seria um pecado ou um bálsamo? 

Um dos trunfos de Balogh nessa trama é realmente trabalhar o empoderamento feminino, nada de uma mocinha apática, que aceita tudo sem emitir opiniões, Rachel é divertida e não teme ferir egos masculinos, vulgo Alleyne. Ao trazer como temática personagens pouco usuais e mais plebeus por assim dizer, como as prostitutas, Balogh possibilitou que o leitor criasse um olhar de empatia com essas mulheres, trazendo uma trama mais humanizada.

Falando em humanização não posso deixar de comentar sobre Wulfric! Meu Deus que ansiedade por ler logo a história desse homem cheio de mistérios e segredos, confesso que o lado austero dele me dá um pouco nos nervos e eu que sou humana me sinto intimidada pelo seu monóculo, mas esse romance possibilitou que eu também conseguisse enxergá-lo com maior simpatia, por assim dizer. Vamos aguardar as emoções finais dessa série!

Finalizando, Ligeiramente Pecaminosos, é demais, bem escrito, com humor, com leveza, com uma trama que prende, que diverte e emociona do começo ao fim. É um daqueles livros que mesmo depois que você termina não termina na sua cabeça ou no seu coração.

Momento abraça o livro!!!!