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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Meu mundo artesanal



Oi gente!
Hoje quero falar da minha paixão por artesanato, vocês já devem saber que tudo que envolve trabalhos manuais me encanta: ponto cruz, pintura, feltro e agora estou me aventurando pelo mundo do MDF e quis trazer um pouquinho dessa paixão aqui pro blog...

O MDF é um derivado da madeira, geralmente é de média densidade e excelente na fabricação de peças como caixas, porta controle remoto, bandejas e afins e com essa opção de material dá pra fazer coisas lindas, como eu tenho tentado!

 
Sim, estou me sentindo e muito! Fico muito contente de ver a minha mão fazer algo tão mágico, cheio de cor e beleza. Acreditem, em meio a rotina desgastante do dia a dia o artesanato não é só um lazer, mas também uma terapia, uma fonte inesgotável de prazer, de amor, de contentamento. É uma forma de eu entrar em sintonia comigo mesma!
Olha só a cara boba, cara de alegria!

Sou apaixonada nessa caixa!




Eu estou começando agora com o MDF então estou comprando o material aos poucos e devagar testando técnicas e adquirindo as tintas, papéis decorativos conforme vou melhorando e também naquelas comprinhas impulsivas (RISOS), ir à cartonagem se tornou uma busca por papéis, em uma caça aos trocados pra comprar uma caixa!

 

A minha maior alegria foi conseguir deixar a caixa lisinha, sem marca de pincel! Fiz até dancinha da vitória e meu pai me achou mais doida que o natural...

Como a coruja que sou eu precisava espalhar pra todo o lado esse amor pelo que tenho conseguido realizar

sexta-feira, 25 de março de 2016

Já faz três anos que esse blog ta no ar!



Oi gente, nossa dá pra acreditar? Já faz três anos que esse blog ta no ar!
Isso mesmo, três lindos anos!
Três trabalhosos anos!

É clichê dizer que todo mundo espera uma vida de glamour pra um blogueiro, mas se enganam, só quem vive o dia a dia sabe o quanto é complicado e exigente esse mundo de leituras, resenhas e postagens. Há três anos eu também pensava que seria moleza manter um blog e de lá prá cá tenho visto o quão trabalhoso é, e em igual proporção o quanto é prazeroso. Não é segredo pra ninguém que quando comecei o blog estava passando por um momento muito difícil, doloroso realmente e que eu precisava de algo ao qual me dedicar de forma única, que me motivasse e explorasse o que de melhor havia em mim e isso me acompanha em cada postagem. Não importa o quão chateada eu esteja, quando eu sento na frente do PC pra digitar resenha, arquitetar postagem e afim tudo de ruim evapora porque esse é o meu mundo particular, a minha bolha pessoal.
É mágico poder falar de algo que tanto gosto e incentivar as pessoas pela minha opinião a lerem ou comprarem um livro, é algo único e especial e agradeço todos os dias por ter ganas de continuar nesse meio.
Claro que de três anos pra cá eu mudei muito, amadureci e passei por novos perrengues e ultimamente tenho tido aquela sensação de dar um passo pra frente e dois pra trás, mas não acho que seja a hora de jogar a toalha, mas sim de batalhar mais e mais, galgar espaço honestamente, até porque espero que ainda não tenham enjoado de mim rsrsrs.
Claro que falar de blog mas não falar dos leitores seriam uma grande falta de educação! Tenho tanto a agradecer a vocês que neste momento tiraram um pouquinho de seu tempo para ler essa postagem! Sem você isso não faria sentido e essa história não teria tanta cor ou graça! Simplesmente obrigada, pois não acho que haja melhor palavra para expressar minha gratidão e carinho com cada um de vocês que ajudaram a constituir a história deste blog.
Que no próximo ano estejamos juntos novamente e com muito mais comemorações!!!!!!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Aleatório: o artesanato e eu: paixão, respeito, dedicação.



O post de hoje não tem nada com o universo literário, mas trata-se também de uma de minhas paixões: o artesanato! Quero contar um pouquinho da minha história com a linha e a agulha, o pincele e a tinta.
Comecei desde pequena, sempre via minha mãe fazendo crochê e arriscava uma correntinha aqui, outra acolá, mas como ela era canhota não dava pra aprender muito olhando ela fazer. Já mais moça, com uns 13-14 anos aprendo de olho a fazer ponto cruz, a inspetora da minha escola fazia e enquanto eu esperava o ônibus morria de vontade de fazer. Só que pode não parecer, mas eu sou tímida! Muito tímida e naquela época era pior, então eu morria de vergonha de pedir pra ela me ensinar, assim sendo fui mais pela tentativa e erro. Conclusão: meu avesso era horrível, eu usava linha e agulha errada. Era um verdadeiro fuá e eu achando que tava arrasando, acontece que na época eu não tinha computador, então nada de tutorial e nem de facilidades.
Quando meus pais se mudaram de fazenda, indo trabalhar para outros patrões eu tive uma virada: a senhora, patroa da minha mãe, era uma bordadeira de mão cheia e me mostrou meus erros, me ensinou e graças à ela eu aprendi tudo o que sei hoje relacionado a ponto cruz, ponto russo, bordado livre e com uma técnica melhorada, materiais bons e disposição eu consegui encomendas e consequentemente $$$, entendam: não era muito, mas era a minha independência, com o dinheiro eu conseguia comprar CDs, DVDs da minha banda favorita, economizava e dava pra comprar uma blusinha, uma maquiagem, coisas minhas e que eram fruto do meu trabalho.
Para mim o bordado nunca foi só um trabalho, era algo mais, era poder criar e colocar em cada quadradinho mais que linha, mas também o meu amor, minha dedicação, meu empenho.


No mesmo período eu entrei em um curso de pintura de guardanapos que era oferecido para a melhor idade aqui no meu município, mas com a baixa adesão consegui uma vaguinha e fui descobrindo como era bom esse momento de descontração, pintar é mágico! Relaxa o corpo e a mente, além do mais ver um desenho ganhando cor e forma pelo seu capricho é demais.

Só que as coisas foram se complicando, as responsabilidades aumentando: trabalho, faculdade, novos interesses e eu acabei deixando o artesanato de lado, do meu terceiro ano de faculdade, em 2013 até o começo de 2015 posso contar nos dedos quantas vezes lidei com linha e agulha, pincel e tinta. Na verdade, eu fui tragada por novas situações, por novos problemas e me esqueci de mim mesma e do que me fazia bem.
Não é segredo, neste começo de 2015 tive a pior perda que poderia e isso me abalou de diferentes maneiras, mas principalmente o processo de luto foi extremamente doloroso, eu perdi o chão e quando tudo parecia perdido, quando eu sentia que nada do que eu fazia tinha sentido eu encontrei um alento no artesanato, não só porque me fazia bem, mas porque me acalmava, porque me mostrava que eu ainda conseguia fazer algo bem, algo bonito, algo que tenha um valor construtivo pra mim.
Hoje eu tenho expandido meus horizontes, além do ponto cruz e da pintura em panos de prato, conheci o feltro que me encantou, pretendo tentar o patchaplique, quem sabe mais pra frente comprar uma máquina e aprender a costurar, já consegui uns caixotes pra fazer uma casinha pra minha cachorrinha, estou com mil ideias. 






O post de hoje foi mais do que falar de uma paixão, mas foi uma tentativa de mostrar a vocês o quanto uma motivação pode ser pequena e como ela pode te impulsionar para coisas melhores, a vida pode te tirar coisas, mas ela também te dá, basta você olhar um pouquinho mais, com um pouquinho de esperança. A vida tem ficado cada vez mais complicada, cada vez mais apertada, mais angustiante... procurar o que te satisfaça, o que te impulsione é quase uma obrigação para não enlouquecer. Espero que tenham gostado do post e mais ainda das minhas coisitas!