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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Resenha No mundo da Luna +Clube do Livro mês de Outubro





Primeiro desculpem, essa resenha é para o Clube do livro e o tema do mês de outubro foi Chick-lit mas eu não consegui postá-la no mês correspondente por motivos pessoais, mas antes tarde do que nunca e a dica é boa demais!

No mundo da Luna
Carina Rissi
Editora Versus- Grupo Record, 2015
Sinopse: A vida de Luna está uma bagunça! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina do que com ela e seu chefe vive trocando seu nome.
Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas e o quadro de jornalistas diminuiu drasticamente. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai no colo dela. Embora não tenha a menor ideia de como fazer um mapa astral e não acredite em nenhum tipo de magia, Luna aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser criar um texto em que ninguém presta atenção?
Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam e, entre muitas confusões, surge uma indesejada, porém irresistível paixão que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito — não fosse com o homem errado. Sem saída, Luna terá que lutar com todas as forças contra a magia mais poderosa de todas, que até então ela desconhecia: o amor.
Com seu estilo ágil e fluido, Carina Rissi criou em No mundo da Luna uma leitura viciante, permeada de humor, magia e paixão, que vai conquistar você do início ao fim.
A vida de Luna é uma confusão só, parece que os problemas vêm em efeito dominó e ela se vê cada vez mais no fundo do poço, sem sorte no amor e muito menos na carreira, ela vê seus dias passando na recepção da revista Fatos & Furos quando na verdade ela é doida por poder finalmente assinar uma matéria com seu nome, ingressando assim definitivamente na carreira de jornalista.
Apesar de seus problemas só tem uma pessoa que consegue realmente tirá-la do sério: Dante Montini, seu chefe nerd, de óculos fora de moda e gravatas esquisitas. Ele não só é um babaca para ela, mas um babaca mandão. E que faz questão de chamá-la pelo nome errado! Argh!

“Se um meteoro atingisse a Terra, me peguei pensando, será que haveria alguma possibilidade de cair, digamos, bem na cabeça do meu chefe?” p. 10

Dante tem a missão quase impossível de tirar a revista do buraco, mas com as constantes baixas para a concorrente e o caixa negativo isso se torna cada vez mais difícil, além dos problemas profissionais ele ainda tem que lidar com a inconstante namorada.
Parece que ambos vivem o chamado inferno astral!
Mas a sorte de Luna começa a mudar quando lhe oferecem uma coluna na revista, seria sua grande chance, ela finalmente poderia escrever sobre... horóscopos! Que balde de água fria! Tendo em suas veias o sangue cigano isso poderia ser um ponto a favor dela, isso se ela não negasse as origens e se visse cada vez mais desanimada em escrever sobre algo que ninguém dá importância, por isso ela decide jogar no bicho e escrever o que vem na telha, mas não é que a menina acerta em suas previsões.

“− Não leva a sério as coisas que escrevi, ta? Você sabe que eu não sou astróloga de verdade, nem taróloga. Eu sou uma fraude.”
“−Uma fraude muito boa [...]” p. 48

Ao mesmo tempo, parece que sua vida amorosa está mais confusa que nunca: quando o gatinho perfeito aparece eis que ela não para de pensar em Dante, o chefe mandão que ela vai conhecendo aos pouco e vendo que ele não é um babaca irrevogável.

“Mas como eu poderia dormir do lado de Dante? Dormir com alguém envolve um bocado de coisas, confiança, intimidade, companheirismo. Dormir com alguém é intimo demais. Mas até do que sexo, que se pode fazer com um desconhecido. Para poder relaxar, se desligar do mundo e cair na inconsciência, é preciso algo muito mais profundo que química. É preciso mais, e eu sabia que esse mais não existia com Dante.” p. 234

Só que Luna aprenderá da maneira mais difícil que mexer com magia e não sair transformada, o mundo é ação e consequência.
Mais um livro da Carina que li e amei, os livros dela chegam na hora certa! Se eu to na bad pego um livro dela e é instantâneo, dou risada e mudo geral meu astral! Luna é confusão e simpatia, ela é atrapalhada e ao mesmo tempo sonha com um amor de cinema, ela esta longe de ter uma vida glamour, com calcinhas feias e um carro detonado, ela tem problemas, tem TPM e sofre com o cabelo com frizz, ela é real. Ri de sair lágrimas dos olhos, afinal pimenta no olho do outro é refresco sempre, certo?
E Dante gente? Como não amar apesar do característico chefe mau humorado? Cai de amores por ele de cara!
A capa está uma graça, super condizente com os elementos da história, revisão dedicada e o texto bem coeso e coerente, não há o que criticar no trabalho da Versus. Agora quero contar uma coisa engraçada que aconteceu: conforme eu ia lendo os horóscopos da Cigana Clara (pseudônimo de Luna) não é que a comadre tava acertando a minha fase no signo! Eita magia poderosa!
Carina usa uma formula de sucesso: romance e comédia pra criar um enredo diferente, cheinho de situações inusitadas e ao mesmo tempo tão cotidianas, mostrando que o amor não é bom pelas pessoas serem iguais, com mesmos gostos e pensamentos, mas sim por se completarem pelas diferenças. Eu simplesmente amei, não tem como não recomendar, isso é impossível! Tieto pra caramba os livros da Carina e espero que você, depois de ler esta resenha vá comprar o livro e depois de lê-lo também vire fã de carteirinha!


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Resenha A Lista de Brett





A Lista de Brett
Lori Nelson Spielman
Versus, 2014
Sinopse: Brett Bohlinger parece ter tudo na vida — um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe morre e deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente.
Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe — seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis.
Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência. E vai descobrir que, às vezes, os melhores presentes da vida se encontram nos lugares mais inesperados.

“Eu me aninhei junto à minha mãe, exatamente como ela havia feito tantas vezes. E então tomada pelo desespero, cerrei os olhos e implorei a Deus que a curasse.”
“Ele não me ouviu.” p. 9

Às vezes a vida pega peças que não conseguimos entender de uma maneira lógica, ou rápida, é preciso deixar o tempo agir, Brett tem uma dessas peças na mão após perder a mãe para o câncer e diferentemente de seus dois irmãos, terá que cumprir uma prova para ter direito à sua herança: doze meses, dez metas a completar, pena que essas metas foram escritas vinte anos atrás, quando Brett era apenas uma garota sonhadora...
A Brett de hoje é uma completa estranha para aquela menina, muito mais cética e acomodada com a vida sem surpresas de seu relacionamento com Andrew e seu cargo executivo na empresa da família.
O que aquelas duas Bretts poderiam ter em comum? O que a antiga Brett pode despertar nesta atual?

“É claro que você mudou, mas, querida, temo que tenha abandonado suas verdadeiras aspirações. Você ao menos tem alguma meta hoje em dia?” p. 33

Eu sempre fui doida para ler este livro e quando o vi em promoção é claro que comprei e apesar das leituras de parceria não pude resistir de passar o livro na frente de alguns outros.

“Não existe não devia quando se trata de sentimentos. Eles são o que são.” p. 228

É uma história de amor! Mas não de amor romântico, carnal, mas um amor de devoção entre mãe e filha que transcende tudo, inclusive a morte. Não é fácil ter que conviver com a perda e menos ainda se reerguer após a dor de perder quem se ama, mais do que uma missão, a mãe de Brett lhe deixou um presente: um recomeço, explorando todos os pontos que só são conhecidos em uma relação cúmplice.
As metas que no principio parecem absurdas para Brett são necessárias para que esta se descubra para além de sua zona de conforto, da sua acomodação com situações, tudo com o intuito de fazer Brett alguém melhor e consequentemente mais feliz.

“Eu acho que cada um tem o poder de realizar os próprios desejos. Só precisamos encontrar coragem para isso.” p. 336

Entre risos e choros, encontros e desencontros é impossível não vibrar pelas conquistas que Brett vai tendo ao longo dos meses e das metas concretizadas, é como se ela fosse se descobrindo como realmente é ao longo do caminho, deixando de lado seu egoísmo, sua mesmice, redescobrindo seu eu. Não é que Brett tenha ganhado passos para a felicidade, mas é que a mãe a conhecia tão bem que sabia o que ela precisava para ser feliz e no fim são ideais como os de qualquer outra pessoa o faz com que nos identifiquemos facilmente vivendo as mesmas situações que a protagonista.
Mais do que uma lista de metas de uma história ficcional, “A lista de Brett” dá um puxão de orelha, mostrando que nós mesmos muitas vezes nos habituamos a uma rotina única de acordar, trabalhar e dormir de maneira que nos esquecemos do que é importante, de realizações que trazem prazer, dos sonhos que vamos esquecendo ao longo dos anos, mesmo que estes sejam importantes.

“O amor é a única coisa sobre a qual você nunca deve chegar a um meio-termo.” p. 355

Um livro cativante em todos os sentidos, que me fez chorar, rir, me senti mais de uma vez na pele de Brett, por isso a trama foi ainda mais agradável, uma leitura ágil e que te faz querer se resgatar um pouco, de ter mais ganas de viver, e com todas as suas pequenas e valiosas lições é de todas as formas possíveis é um dos favoritos, não só do ano, mas da vida de leitora.